“A manifestação de apoio que eu recebo de segmentos políticos e da sociedade para uma possível candidatura ao governo do Estado de Minas é motivo de muito orgulho para mim, especialmente as manifestações feitas pelo presidente Lula […] Mas essa é uma decisão que eu devo tomar à luz de diversas circunstâncias”, afirmou.
Pacheco comentou sobre sua possível indicação à vaga do ministro Luís Roberto Barroso no STF. Ele se disse honrado por ser lembrado, mas declarou que a escolha é uma atribuição exclusiva de Lula. “Isso é algo que não depende de mim e não se faz campanha para esse tipo de vaga. É um papel do presidente Lula decidir à luz dos seus próprios critérios, e sua decisão será respeitada”, afirmou.
Embora o nome de Pacheco seja cotado para o STF, Lula sugeriu, em conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que a indicação será de Jorge Messias, ministro da AGU (Advocacia Geral da União).
Candidatura por Minas em aberto
Pacheco relembrou sua trajetória no Congresso, como deputado, senador e presidente do Senado, e disse que, inicialmente, planejava encerrar sua vida pública para se dedicar à família, à saúde e à advocacia. “Houve os apelos em relação a essa possibilidade de candidatura, é uma avaliação que estamos fazendo, não há definição em relação a este tema”, acrescentou.
O senador destacou que Minas possui quadros políticos relevantes capazes de ocupar cargos no Senado e no governo estadual. Ele citou sua preocupação em manter representantes do Estado que tratem de questões nacionais e locais com seriedade, mencionando leis e projetos de sua autoria, como o Código Civil, a lei sobre dívidas dos Estados, a lei das vacinas e o Código de Defesa do Contribuinte.
Pacheco criticou o imediatismo das redes sociais e a “lacração digital” como parâmetro para decisões políticas. “As discussões nacionais e dos Estados devem sempre ser mais importantes do que o entusiasmo pelo imediatismo de voto”, disse, reforçando a necessidade de diálogo político consistente e planejamento para o desenvolvimento de Minas Gerais.
Sobre a situação atual do Estado, Pacheco apontou problemas como a dívida crescente e a falta de interlocução do governo estadual com o federal. Segundo ele, Minas deixou de exercer protagonismo nacional devido à postura do Executivo estadual e à dificuldade de diálogo com Brasília. “Minas precisa retomar a capacidade de diálogo com todos os Poderes e priorizar resultados efetivos para a sociedade”, afirmou.
