Ambos os lados se acusaram mutuamente de violar a trégua. Segundo a Reuters, um oficial militar israelense disse que o Hamas interrompeu o cessar-fogo ao atacar forças israelenses posicionadas dentro da linha amarela, área de implantação definida no acordo. O Hamas, por sua vez, negou envolvimento no ataque no sul de Gaza.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), defendeu a ação israelense, mas manifestou apoio à continuidade do acordo. Ele voltou a dizer que o Hamas deve “se comportar” e declarou que “nada vai pôr em risco o cessar-fogo”.
“Ninguém sabe o que aconteceu com o soldado israelense, mas dizem que foi tiro de franco-atirador. E foi uma retaliação por isso, e acho que eles têm o direito de fazer isso“, afirmou. “Se eles [o Hamas] forem bons, ficarão felizes, e se não forem bons, serão eliminados, suas vidas serão ceifadas”, disse.
As autoridades de saúde de Gaza informaram que entre as vítimas dos bombardeios estão 5 pessoas em uma casa no campo de refugiados de Bureij, 4 em um prédio no bairro de Sabra, na Cidade de Gaza, e cinco em um automóvel em Khan Younis. As informações do enclave são do grupo extremista e não há meio de verificá-las de forma independente.
IMPASSE
O cessar-fogo entrou em vigor em 10 de outubro de 2025, dando uma trégua aos 2 anos de conflito iniciado depois dos ataques do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023.
Um dos pontos de discordância envolve a devolução dos restos mortais dos reféns. Segundo os termos do acordo, o Hamas libertou todos os reféns vivos em troca de aproximadamente 2.000 prisioneiros palestinos, enquanto Israel retirou suas tropas e interrompeu sua ofensiva.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu (Likud, direita), no entanto, afirmou que os restos mortais entregues na 2ª feira (27.out) pertenciam a um israelense morto durante no 7 de Outubro cujo corpo já havia sido recuperado pelas forças israelenses nas primeiras semanas de conflito.
Israel acusou o Hamas de encenar uma falsa recuperação de restos mortais. Os militares israelenses divulgaram um vídeo de 14 minutos mostrando 3 homens colocando um saco branco em um local de escavação e depois cobrindo-o com terra e pedras. As autoridades israelenses alegam que o grupo palestino criou uma “falsa impressão de esforços para localizar corpos”.
