“Todo aquele que quiser vir para cá no intuito de somar, seja governador, seja ministro, qualquer autoridade, é bem-vindo. Quem quiser somar com o Rio de Janeiro nesse momento no combate à criminalidade é bem-vindo. Os outros, que querem fazer confusão e politicagem, suma. Ou soma, ou suma, porque nós não precisamos disso nesse momento”, disse em entrevista a jornalistas.
A declaração foi feita 1 dia depois da megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão mirando o CV (Comando Vermelho), considerada a mais letal da história do Estado. O governo confirmou 119 mortes. Segundo a Defensoria Pública do Rio, no entanto, o número já passa de 130.
Castro também declarou que o governo fluminense não responderá a críticas de autoridades federais e pediu união no enfrentamento à criminalidade. “O governador deste Estado e nenhum secretário vai ficar respondendo ministro nem autoridade que queira transformar esse momento em batalha política”, declarou.
Ele voltou a dizer que a operação foi um “sucesso” e que o Rio “sai na frente” no combate ao crime organizado, mas “não pode lutar sozinho”.
“Mostramos que temos condições de vencer batalhas, mas também a humildade de reconhecer que essa guerra não será vencida sozinhos”, afirmou.
GOVERNO LULA X CASTRO
Um ofício do governo do Rio de Janeiro, datado de 28 de janeiro de 2025, mostra que o Estado pediu apoio ao governo federal para operações em áreas de risco, como a deflagrada nos complexos da Penha e do Alemão. O documento foi enviado ao ministro da Defesa, José Múcio, e solicitava apoio logístico da Marinha com o fornecimento de veículos blindados.
A ação da 3ª feira (28.out.) é a mais letal da história fluminense, com 119 mortos, segundo o Governo do Rio de Janeiro. Cláudio Castro confirmou 58 mortes oficialmente – 54 criminosos e 4 policiais.
O Ministério da Justiça, comandado por Ricardo Lewandowski, afirmou que todas as solicitações do governo do Rio referentes à Força Nacional de Segurança Pública foram atendidas desde 2023. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a posição contrária à decretação de GLO (Garantia da Lei e da Ordem), instrumento que autoriza o uso das Forças Armadas em operações de segurança pública.
