A legislação sobre combatentes ilegais permite que Israel mantenha reféns sem provas em tribunais públicos e sem direito de defesa. De acordo com o Serviço Prisional Israelense, em julho, havia mais de 2.400 palestinos nesta situação. Advogados palestinos denunciam tortura nas prisões, onde os detidos são submetidos à fome, espancamentos e negligência médica.
Em resposta, o Hamas disse que a ordem constitui uma “violação de um direito fundamental” que se soma “às séries de violências sistemáticas criminosas” pelas quais os palestinos passam. O grupo também declarou que a decisão descumpre a lei humanitária internacional e a 3ª Convenção de Genebra, que estabelece normas para o tratamento de prisioneiros.
O Hamas pediu a intervenção da comunidade internacional e de ativistas humanitários para assegurar a liberação de reféns e a “responsabilização dos líderes de Israel pelos crimes sem precedentes contra a humanidade”.
Desde outubro de 2023, Israel matou mais de 68.600 pessoas, principalmente mulheres e crianças, e deixou mais de 170.600 feridos, segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas). A decisão se dá depois de o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu (Likud, direita) ordenar bombardeios em Gaza, sob acusação de violação do acordo de cessar-fogo, promovido pelos Estados Unidos, pelo grupo Hamas. O exército isralense afirmou nesta 4ª feira (29.out.2025) que manterá o acordo de cessar-fogo com o Hamas mesmo depois do ataque, que deixou 104 mortos.
