Beccuau expressou esperança de que as recentes prisões ajudem a descobrir o paradeiro das joias. Segundo ela, os suspeitos foram presos em operações realizadas em Paris e em subúrbios ao norte da capital francesa, na 4ª feira (29.out).
Telefones e outros objetos foram encontrados com os suspeitos. A polícia realizou um estudo de comunicações criptografadas realizadas por eles, o que pode impulsionar a investigação, disse Beccuau.
Uma unidade especial da polícia francesa, com foco em tráfico de bens culturais, vasculha o mercado negro para encontrar as relíquias, afirmou a procuradora. Para ela, há a possibilidade das jóias serem utilizadas em esquemas de lavagem de dinheiro ou como moeda de troca para o crime organizado.
No sábado (25.out), uma dupla já havia sido presa por suspeita de envolvimento no caso, graças à identificação de vestígios de DNA presentes no local do crime. Antes das novas detenções, Beccuau afirmou, em conferência de imprensa, que os 2 homens “admitiram parcialmente” ter participado do assalto.
O roubo foi realizado por 4 pessoas, mas a procuradora não descarta a possibilidade do roubo envolver uma rede maior de criminosos -inclusive com a existência de um mentor, responsável por idealizar o assalto.
Assalto ao Louvre
O Museu do Louvre, em Paris, na França, fechou no domingo (19.out.2025), depois de um assalto por volta das 9h30. Os ladrões furtaram 9 peças da coleção de jóias de Napoleão e da imperatriz Eugênia na Galeria de Apolo, que abriga a coleção real de pedras preciosas e diamantes da coroa.
Uma das 9 joias roubadas, a coroa da imperatriz, foi encontrada danificada em uma rua próxima ao museu. Esta peça histórica, que pertenceu à mulher de Napoleão 3º, contém 1.354 diamantes e 56 esmeraldas em sua composição. O valor total das peças subtraídas foi estimado em 88 milhões de euros, o que corresponde a cerca de R$ 556 milhões.
Na 4ª feira (22.out.2025), o museu reabriu as portas depois de 3 dias fechado. Na reabertura, uma multidão formou filas do lado de fora, aguardando para entrar.
