“Essas organizações são narcoterroristas e têm que ser tratadas como tal. Elas usam táticas de guerrilha, determinam execuções de desafetos e de agentes públicos, impõem regras às comunidades e promovem terror com drones, granadas e armas de guerra”, disse.
Segundo o secretário, as polícias do Rio enfrentam um cenário de guerra irregular e assimétrica, com confrontos diários em áreas dominadas por facções. “As polícias do Rio de Janeiro enfrentam uma realidade que nenhuma polícia do mundo enfrenta. O que vivenciamos não é mais trabalho de polícia, é uma guerra.”
Felipe Curi afirmou que a escalada da violência é resultado de anos de restrições às operações policiais, o que, segundo ele, fortaleceu o crime organizado e transformou comunidades em bases operacionais do Comando Vermelho. “Tudo aquilo que alertamos há 5 anos se concretizou. O Rio virou o centro de comando do narcotráfico nacional”, declarou.
O secretário citou ainda episódios recentes de violência, como a tentativa de invasão entre as facções rivais dos complexos do Chapadão e da Pedreira, que terminou com a morte de uma mulher e sua filha. “Isso não é mais segurança pública. É terrorismo”, afirmou.
