Em tom de brincadeira, Lee se mostrou preocupado em relação à presença de ferramentas de espionagem nos smartphones, questionando se a segurança dos dispositivos era “sólida”. Ironizando a pergunta, o líder chinês pediu ao colega sul-coreano que verificasse se havia um “backdoor” nos telefones, se referindo a supostas falhas de segurança.

Qual é o contexto da piada?
A brincadeira feita por Lee possivelmente se refere às acusações de que aplicativos e celulares fabricados na China possuem brechas de segurança facilitando a espionagem dos usuários. Essas alegações partem, principalmente, dos Estados Unidos, que citam o compartilhamento dos dados coletados com o governo chinês.
- Tais acusações de espionagem cibernética foram negadas pelas autoridades chinesas em diversas ocasiões;
- Como destacou a imprensa sul-coreana, Xi Jinping aparentemente não se irritou com a piada, pois foi visto rindo durante a troca de presentes;
- Esta foi a primeira visita do presidente chinês à Coreia do Sul em 11 anos e pode representar o desejo de restabelecer relações amigáveis entre as duas nações;
- O modelo escolhido para o presente foi o Xiaomi 15 Ultra, um dos smartphones mais avançados da marca.
Lançado no início do ano, o celular usa o processador Snapdragon 8 Elite acompanhado de até 16 GB de memória RAM, câmeras profissionais da Leica, bateria de 5.410 mAh com carregamento rápido de 90W e tem certificação IP68. Já a tela AMOLED possui 6,73 polegadas, 120 Hz de frequência e pico de brilho de 3.200 nits.
A escolha pela versão parece ter relação com a presença de componentes fabricados por marcas sediadas no país, como disse um dos funcionários que acompanhavam Xi durante o encontro. “A tela é um produto sul-coreano”, afirmou ele.

Por que não um celular da Huawei?
Outra gigante chinesa, a Huawei foi preterida na lista de presentes de Xi, o que chamou a atenção, pois a fabricante comercializa smartphones avançados e é uma das mais populares do país. Especula-se que ela tenha ficado de fora da seleção devido às sanções aplicadas pelos EUA.
Além disso, a imprensa local destaca que ela possui uma imagem ruim entre os consumidores da Coreia do Sul. Como a Xiaomi não enfrenta restrições impostas por autoridades americanas nem controvérsias no território coreano, se tornou a escolha mais sensata.
O que também gerou curiosidade foi a opção por um modelo mais antigo, em vez do recém-lançado Xiaomi 17. Neste caso, os rumores dão conta que a escolha teve como motivação a já citada utilização de componentes sul-coreanos na versão anterior, enquanto o último lançamento não possui.
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