A feira se dá em um momento decontraste entre as duas maiores economias globais em questões comerciais. A China utiliza a exposição para evidenciar sua abertura a investimentos externos enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump (republicano), aplica tarifas comerciais a outras nações, como o Brasil.
Li Qiang criticou o aumento de medidas restritivas econômicas e comerciais em nível global. Declarou que muitas companhias enfrentam dificuldades crescentes para realizar negócios, especialmente em países em desenvolvimento. Segundo ele, desde o início de 2025, as diversas barreiras tarifárias perturbam gravemente a ordem econômica e comercial global.
O premiê chinês ainda sinalizou os 3 pontos principais que o país busca reforçar: igualdade e benefícios mútuos nas relações comerciais, defesa da “justiça” nas negociações internacionais e avanço nas regras de comércio global. A CIIE é considerada um evento chave para atingir esses propósitos.
8ª Exposição de Importações
O evento começa uma semana depois que Trump anunciou, em 30 de outubro, a redução das tarifas contra produtos chineses de 57% para 47%. Esta foi a 1ª medida implementada após o encontro com presidente chinês Xi Jinping (PCCH).
Nas edições anteriores, o evento em Xangai atraiu um investimento acumulado de 5 bilhões de dólares, apresentando novos produtos e tecnologias internacionais.
O evento conta com 4.108 expositores estrangeiros de 155 países, regiões e organizações internacionais. A exposição, que se estenderá até 10 de novembro no Centro Nacional de Exposições e Convenções de Shanghai, ocupa uma área total superior a 430.000 metros quadrados, estabelecendo um novo recorde em termos de dimensão.
O Brasil participa da exposição por meio da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), que está presente em conjunto com a CNI (Confederação Nacional da Indústria) e a Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), além da empresa JBS.
