O colegiado decidiu manter a taxa básica em 15% ao ano na 4ª feira (7.nov). Foi a 3ª reunião consecutiva de manutenção do juro-base neste patamar. O Banco Central comunicou que a estratégia por período “bastante prolongado” é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta.
“Na medida em que o cenário tem se delineado conforme esperado, o Comitê dá prosseguimento ao estágio em que opta por manter a taxa inalterada por período bastante prolongado, mas já com maior convicção de que a taxa corrente é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”, disse.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na 2ª feira (10.nov) que há espaço para o BC iniciar o ciclo de cortes dos juros.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), disse na 5ª feira (6.nov) que a decisão do Banco Central é “prejudicial” ao Brasil. Já o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), disse esperar que haja uma redução da taxa básica, a Selic, na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), em dezembro.
“O grande problema são juros. A taxa de juros muito elevada, e esperamos que, na próxima reunião do Copom, já comece a curva de redução, retrai a atividade econômica, especialmente de bens duráveis, que têm um custo mais alto”, declarou o vice-presidente em inauguração de fábrica da cervejaria Heineken em Passos (MG).
O Poder360 mostrou que nenhum dos 7 diretores indicados pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Banco Central votou para cortar a taxa Selic em 2025. Foram 7 reuniões.

O Brasil tem o 2º maior juro real –considerada a inflação– do mundo. A taxa será de 9,54% nos próximos meses, segundo MoneYou.

