“A política deste governo estadual, em conjunto com o governo municipal, não vai admitir o consumo e comércio de drogas a céu aberto. Você não encontra na cidade de São Paulo nenhuma cena parecida com aquilo que você viu. Eram 2.5000 usuários numa zona livre, onde o Estado não entrava. Isso não existe mais”, disse. Ramuth foi o encarregado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) pelas ações estaduais em relação à Cracolândia.
“Quando digo que apenas 10% das pessoas que a gente encontra hoje, eventualmente na região central e no centro expandido, fazendo uso é advindo de lá, da Cracolândia, a gente confirma que não houve um espalhamento. Não são os mesmos usuários”, declarou.
Apesar de negar a existência de “minicracolândias”, Ramuth disse que é possível confirmar que um pequeno número de pessoas permanece fazendo o consumo de drogas em alguns pontos da cidade. “O Parque Dom Pedro 2 é um deles. Estamos fazendo uma grande operação lá. Mas não são Cracolândias, são locais que podem ter uma junção de 10, 15 usuários. Quando isso vai acontecer, a gente faz as abordagens com as equipes de saúde e assistência social”, afirmou.
Segundo o vice-governador de São Paulo, “muitos [usuários de drogas] aceitaram o tratamento ou já encerraram o seu ciclo de tratamento ou voltaram para as famílias”.
“Temos dados e histórias para contar de quem hoje está trabalhando. O que nós fizemos foi um atendimento àquela população e evitamos o influxo, pessoas que vinham do Brasil e de várias cidades, buscando a Cracolândia para se esconder e para consumir droga. 60% das pessoas eram de fora da cidade de São Paulo”, afirmou ao Estadão.
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