“As mudanças no relatório do PL Antifacção continuam enfraquecendo a Polícia Federal; atacam sua autonomia, limitam a instituição que mais tem condições de enfrentar o crime organizado, e combater a corrupção. Ter que comunicar governos estaduais das suas investigações limita a ação contra o crime e vai propiciar o vazamento de operações, o que só favorece bandidos”, escreveu Edinho em seu perfil no X (ex-Twitter).

O novo texto do PL apresentado por Derrite na 2ª feira (10.nov) determina que a PF (Polícia Federal) atue em conjunto com as polícias locais, e não só com os governadores dos Estados onde a operação é realizada –como propôs em versão anterior.
O deputado afirmou, em seu perfil no X, que o objetivo é manter as competências estaduais, mas estimular a integração entre todos os órgãos de segurança pública. “Continuarei dialogando com todas as frentes para que possamos chegar a um texto robusto, que realmente combata a criminalidade organizada”, escreveu.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, já havia criticado o relatório de Derrite. “Se fosse lei já, a Polícia Federal teria que ter pedido autorização para o governador de São Paulo ou o governador de São Paulo mandar fazer a operação. Mais grave ainda, ela tem um braço no Rio de Janeiro […] Então, imagina, você acha que o governador Cláudio de Castro daria autorização ou pediria à Polícia Federal para fazer a investigação?”, disse em entrevista à GloboNews.
