Segundo pessoas ouvidas pelo Axios, a abertura de Trump para conversar pode indicar que uma intervenção militar direta por terra não é iminente. “Ninguém está planejando entrar lá e atirar nele ou sequestrá-lo —neste momento. Eu não diria que nunca, mas esse não é o plano agora”, declarou uma autoridade, em anonimato, ao site.
Diplomatas disseram ao site que Maduro provavelmente falará sobre 3 assuntos: novas eleições em 3 anos, fornecimento do petróleo para os EUA e a suspensão do envio para a Rússia. Mas, segundo eles, o líder venezuelano “nunca cumpre o que promete”.
A tensão entre os países elevou desde que Trump começou a atacar embarcações e mover arsenal bélico para a costa venezuelana sob argumento de combate ao narcotráfico. Pelo menos 83 pessoas foram mortas em 21 bombardeios contra barcos suspeitos de carregar drogas no Caribe e no Pacífico.
Os EUA incluíram oficialmente o Cartel de los Soles, organização venezuelana que levaria drogas ao país, em sua lista de grupos terroristas e acusam Maduro de chefiar o grupo. O governo venezuelano diz que os Estados Unidos querem forçar uma mudança de regime no país latino-americano e Maduro chamou a designação de “mentira ridícula” na 2ª feira (24.nov).
A classificação abre um pretexto para o país norte-americano intervir militarmente no território latino-americano. Desde o início das tensões, há especulações de que os EUA possam tentar destituir Maduro por meio de ação militar. Segundo um funcionário da Casa Branca, existem “operações secretas, mas elas não visam matar Maduro. Elas visam deter o narcotráfico”. Mas, a fonte também disse que “se Maduro sair, não derramaremos uma lágrima”.
