Quando questionado por uma repórter se o alerta significava que um ataque aéreo norte-americano à Venezuela é iminente, Trump respondeu: “Não tirem conclusões disso”.
No sábado (29.nov), Trump publicou na Truth Social uma mensagem direcionada a “todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas”, orientando que considerassem o espaço aéreo sobre e ao redor da Venezuela como “fechado”.
Imagens do site Flightradar24, que monitora voos em tempo real, mostram que as aeronaves deixaram de sobrevoar a Venezuela depois da declaração de Trump, formando um buraco no mapa.
O Ministério das Relações Exteriores venezuelano classificou a fala do presidente norte-americano sobre o espaço aéreo da Venezuela como uma “ameaça colonialista” e um ato “hostil, ilegal e arbitrário”.
Segundo Caracas, a mensagem de Trump representa uma tentativa de aplicar de forma extraterritorial a jurisdição norte-americana, em violação ao direito internacional.
Ao falar com os jornalistas no domingo (30.nov), Trump justificou sua posição dizendo que os EUA consideram a Venezuela “um país nada amigável”. Segundo o presidente norte-americano, os venezuelanos “enviaram milhões de pessoas” aos Estados Unidos. “E muitas dessas pessoas não deveriam estar em nosso país”, declarou, mencionando “traficantes de drogas” e “vindas de prisões e gangues”.
Trump confirmou ter conversado por telefone com o presidente venezuelano Nicolás Maduro (Partido Socialista Unido da Venezuela, esquerda), mas evitou dar detalhes sobre o teor da conversa.
“Eu não diria que foi uma conversa positiva ou negativa, foi uma ligação”, declarou.
Assista a Trump falando sobre a Venezuela:
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