
Dezembro de 2025 será um mês cheio de eventos astronômicos. O destaque desse mês será a chuva de meteoros Geminídeas, uma das mais intensas do ano. No entanto, entre todos os fenômenos, um que também chama atenção será a superlua que ocorrerá em 4 de dezembro. Esse será o último evento lunar e será a superlua mais extrema até 2042 por causa de um ciclo de quase 18 anos.
Uma superlua acontece quando a Lua cheia coincide com o momento em que o satélite está mais próximo da Terra em sua órbita elíptica, um ponto chamado de perigeu. Isso faz com que a Lua pareça maior e mais luminosa do que o normal. Em alguns casos, a Lua fica quase 14% maior e 30% mais brilhante. Embora o aumento aparente não seja muito grande, a diferença costuma ser perceptível até mesmo a olho nu.
Cada Lua cheia em cada mês tem um nome específico com origem em nomes dados por povos nativos norte-americanos. Muitas vezes, esses nomes vêm de observações sazonais relacionadas à agricultura e ao clima desses povos. A Lua cheia de dezembro é chamada de “Lua Fria” por marcar o período em que o inverno começa no hemisfério Norte, trazendo temperaturas mais baixas. Embora no hemisfério Sul seja verão, o nome tradicional é mantido por convenção astronômica global.
Órbita da Lua
A órbita da Lua em torno da Terra é elíptica, com uma distância que varia entre cerca de 356 mil km no ponto mais próximo e 406 mil km no ponto mais distante. Ela leva aproximadamente 27 dias para completar uma volta ao redor da Terra, mas o ciclo de fases, de uma Lua cheia à próxima, dura cerca de 29 dias. Isso acontece por causa do movimento simultâneo da Terra ao redor do Sol que cria pequenas variações na velocidade da Lua e em sua distância do nosso planeta.
A Lua está em rotação sincronizada com a Terra, ou seja, o tempo que leva para girar em torno do próprio eixo é o mesmo tempo que leva para completar uma órbita ao redor do nosso planeta. Como resultado, vemos sempre a mesma face lunar voltada para nós enquanto a outra metade permanece voltada para o espaço. Essa sincronização é causada por bilhões de anos de interação gravitacional e desaceleração por forças de maré.
Superlua
A superlua acontece quando a Lua cheia coincide com o perigeu, o ponto em que sua órbita a leva mais perto da Terra. Como a órbita lunar é elíptica, a distância entre a Lua e nosso planeta varia ao longo do mês. A Lua pode estar a cerca de 356 mil quilômetros de distância no perigeu. Enquanto no apogeu ela pode alcançar mais de 406 mil quilômetros. Essa proximidade faz com que a Lua pareça mais brilhante e maior no céu noturno, por isso o nome superlua.
Em termos visuais, uma superlua pode parecer até 14% maior e cerca de 30% mais brilhante do que uma Lua cheia no apogeu. Sua luminosidade e seu tamanho aparente ampliados podem ser observados até mesmo a olho nu. Esse é um momento ideal para registrar fotos da Lua e observar ela em mais detalhes. Quando a superlua nasce próxima ao horizonte, acontece o “efeito da Lua” que faz com que ela pareça ainda maior.
Quando e como observar
Para observar a superlua fria de 2025 no Brasil, basta olhar para o horizonte leste logo após o pôr do sol de 4 de dezembro. Ela nascerá cheia, brilhante e extremamente baixa no céu. Esse posicionamento faz com que sua luz atravesse uma camada maior da atmosfera, deixando o disco lunar dourado ou alaranjado. A superlua exata ocorre por volta das 20h14 mas será visível por pelo menos três noites, ou seja, na véspera, no dia 4 e na noite seguinte.

O melhor momento para observar é durante o nascer da Lua, pouco depois do início da noite, quando ela estará mais baixa. Isso porque ela estará com cores intensas que serão ótimas para observações e fotos. A Lua ficará visível durante toda a madrugada, se pondo apenas no começo da manhã do dia seguinte. Não é necessário nenhum equipamento de observação, sendo possível observar diretamente a olho nu. Use um aplicativo de observação astronômica para saber o horário e posição exata na sua cidade.
Nome das luas
Toda Lua cheia tem um nome associado a ela e esses nomes tradicionais vêm principalmente de povos indígenas norte-americanos. Isso porque eles usavam a Lua como referência para as estações e para a natureza ao redor. Cada mês recebia um nome baseado em eventos climáticos, ciclos de colheita ou comportamento animal. A superlua Fria de dezembro recebe esse nome porque marca o período em que o frio intenso começa no hemisfério norte.
Seguindo essa tradição, a próxima Lua cheia, de janeiro de 2026, será chamada de Lua do Lobo porque as noites ainda são longas no hemisfério Norte e, historicamente, escutavam-se mais uivos de lobos em busca de alimento. Outros exemplos são a Lua da Colheita em setembro, ligada ao período de colheitas e a Lua das Flores em maio, época de florescimento dentro da primavera no hemisfério Norte.
