
Na análise realizada nas 20 maiores favelas em 2022, as mais populosas têm os menores percentuais da lista. Em Rio das Pedras, no Rio de Janeiro, por exemplo, apenas 3,5% dos moradores vivem perto de árvores. A exceção é Sol Nascente, em Brasília, com cerca de 70 mil habitantes e 70,7% das vias arborizadas.
Um outro ponto abordado na pesquisa revela que a infraestrutura urbana fora das favelas é ruim, mas dentro é ainda pior. O instituto considerou 10 itens como pontos de ônibus, bueiros, pavimentação, arborização e calçadas. Em 2022, o país tinha 19,2% da população em favelas e comunidades urbanas morando em vias acessíveis apenas por moto, bicicleta ou a pé. Isso representa 3,1 milhões de pessoas em trechos sem acesso para carros, caminhões, ônibus e veículos de transporte de carga. Fora dessas comunidades, essa condição atinge apenas 1,4% da população, segundo o estudo.
Entre as 20 favelas mais populosas, Rocinha e Rio das Pedras, ambas no Rio de Janeiro, e Paraisópolis, em São Paulo, registraram os maiores percentuais de moradores vivendo em trechos de vias com capacidade máxima de circulação por moto, bicicleta ou pedestre. A pesquisa abrange 16,2 milhões de residentes em 12,3 mil favelas e comunidades urbanas, espalhadas por 656 municípios brasileiros.
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