O encontro, que foi liderado pelo presidente Xi Jinping e reuniu 24 políticos do alto escalão chinês, definiu que o governo aplicará medidas econômicas “mais proativas” no ano que vem. Essas medidas têm como objetivo impulsionar a economia chinesa em um momento marcado por intensificação de disputas comerciais.
Segundo um artigo publicado na agência de notícias estatal Xinhua, foi decidido que o aumento da demanda doméstica será o principal motor para o crescimento econômico em 2026. O governo chinês também deverá aplicar uma política monetária expansionista nos próximos meses.
“[O plano econômico] deverá continuar a implementar uma política fiscal mais proativa e uma política monetária moderadamente expansionista, alavancando os efeitos integrados das políticas existentes e novas, aumentando os ajustes anticíclicos e melhorando efetivamente a eficiência da governança macroeconômica”, diz o comunicado. Eis a íntegra (PDF – 59 kB).
A demanda interna tem sido um problema para a economia chinesa. Nos últimos anos, a tendência nos dados de consumo no país tem apresentado uma desaceleração, o que pode futuramente impactar no crescimento econômico. Em alguns meses, o país chegou a registrar deflação.
Recentemente, a China apresentou um plano para injetar R$ 800 bilhões em esforços para revitalizar a demanda interna.
O encontro também decidiu o início da formulação final do 15º PQN (Plano Quinquenal Nacional). Esse plano irá reger os objetivos do país nos próximos 5 anos.
A reunião do Birô Político –também chamado de Politburo– acontece para preparar grandes reuniões nacionais. Nas próximas semanas, a China realizará a CEWC (Conferência Central de Trabalho Econômico), uma reunião maior que apresentará o desempenho econômico de 2025 e formulará as políticas e metas para o ano seguinte.
