A PF cumpriu 2 mandados de busca e apreensão contra , conhecida como Tuca, funcionária da Câmara lotada na liderança do PP. Ela atuou como assessora do ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL). As buscas foram realizadas em salas utilizadas por Tuca no Congresso e na residência dela. O celular da investigada foi apreendido. Leia a íntegra da decisão (PDF – 273 kB).
Segundo a decisão de Dino, o inquérito começou depois das manifestações públicas de congressistas durante sessões da Câmara e do Senado. A PF colheu os depoimentos de:
- Glauber Braga (Psol-RJ);
- José Rocha (União Brasil-BA);
- Adriana Ventura (Novo-SP);
- Fernando Marangoni (União Brasil-SP);
- Dr. Francisco (PT-PI); e
- Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG).
Também foi ouvida a funcionária Elza Carneiro, da Comissão de Integração Nacional da Câmara. Todos relataram suspeitas sobre a forma como emendas de comissão eram distribuídas e sobre a atuação de Tuca.
Nos depoimentos, os congressistas afirmaram que:
- havia pressão política para direcionamento de emendas;
- listas com indicações de valores chegavam sem identificação de beneficiários ou autores;
- parte das indicações estaria concentrada no estado de Alagoas, reduto eleitoral de Lira;
- decisões sobre distribuição eram feitas “fora da comissão” e sem transparência;
- Tuca era apontada como a pessoa que centralizava o fluxo de planilhas e minutas de ofício recebidas pelas comissões.
O material reforça, segundo Dino, sinais de que Tuca integraria uma “estrutura organizada” de redirecionamento irregular de emendas, ainda em apuração. Para Dino, há indícios de crimes como: peculato, falsidade, corrupção e desvios funcionais.
O Poder360 procurou o ex-presidente da Câmara para pedir uma manifestação. Lira informou que não há desvio e que Tuca é assessora da Câmara ligada à presidência da Casa. Este jornal digital também tentou contato com Tuca. A GloboNews informou, no entanto, que ela teve o celular apreendido.
Na imagem, agentes da PF cumprem mandados de busca e apreensão no gabinete usado por Mariângela Fialek na Câmara
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