
Marcos Gomes da Silva, CREF 000222-G/AP.
Formação e Especializações
Formado em Educação Física, com especialização em Biomecânica, Musculação e Reabilitação Musculoesquelética pelo Instituto de Biomecânica do Brasil. Possui também especialização em Personal Trainer e Treinamento Esportivo pela UNOPA, com foco em fisiologia do exercício voltada à saúde da terceira idade.
Experiência Profissional
Mais de 25 anos de atuação como Treinador de Grupos Especiais, atendendo homens e mulheres acima de 45 anos, auxiliando na construção de corpos fortes e mentes equilibradas por meio de treinamentos personalizados que integram saúde física e mental.
Imagine acordar todos os dias com a clareza de reviver momentos preciosos da vida – o riso dos netos, uma viagem inesquecível ou simplesmente o prazer de uma boa conversa. Para muitos idosos acima de 65 anos, esses tesouros podem parecer mais distantes com o passar do tempo, como se a mente perdesse parte de sua agilidade natural.
Mas e se houvesse uma forma simples, acessível e prazerosa de reacender essa chama? Não se trata de medicamentos caros ou tratamentos complexos, mas de algo que fortalece o corpo e, ao mesmo tempo, revitaliza a mente: os exercícios resistidos, como o uso de pesos leves, elásticos ou até mesmo agachamentos com o peso do próprio corpo.
Esses movimentos vão além da tonificação muscular e da melhora do equilíbrio. Eles estimulam o cérebro a se adaptar e se renovar, por meio da chamada plasticidade neural — a capacidade do cérebro de criar e fortalecer conexões. Os exercícios resistidos funcionam como um verdadeiro adubo cerebral, favorecendo o crescimento de novas conexões entre as células nervosas.
Estudos demonstram que a prática regular libera proteínas essenciais, como o BDNF, conhecido como um “fertilizante” do cérebro. Ele estimula a neurogênese no hipocampo, região fundamental para a memória e o aprendizado. O resultado é uma melhora tanto da memória de curto quanto de longo prazo, facilitando lembrar nomes, datas importantes e atividades do dia a dia.
Além disso, o treinamento resistido moderado, realizado duas a três vezes por semana, fortalece as sinapses e melhora a chamada potência de longo prazo, mecanismo biológico responsável pela consolidação da memória. Em idosos, essa prática pode até reverter parcialmente a perda natural de volume do hipocampo, contribuindo para melhor raciocínio e memória espacial.
Os benefícios se estendem para além do indivíduo. Músculos mais fortes melhoram o equilíbrio, reduzem o risco de quedas e preservam a independência funcional. No campo cognitivo, há proteção contra o declínio mental e maior sensação de bem-estar, reduzindo frustração e cansaço mental.
Para começar, o ideal é iniciar com duas sessões semanais de 20 a 30 minutos, utilizando cargas leves ou elásticos, sempre com orientação profissional. Movimentos simples, como flexões adaptadas e elevação de pernas, já são suficientes para promover benefícios significativos.
No fim das contas, os músculos que fortalecemos hoje iluminam o caminho para um futuro mais ativo, lúcido e independente. Uma mente em movimento é uma mente viva.
O post Músculos que Acendem a Mente: O Poder dos Exercícios para uma Memória Viva Após os 65 anos apareceu primeiro em A Gazeta do Amapá.
