A PF agendou a perícia médica de Bolsonaro para a 4ª feira (17.dez), depois da determinação de Moraes. O procedimento será realizado na sede do Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília.
O procedimento foi determinado pelo ministro da Corte, que vai decidir se autoriza Bolsonaro a deixar a prisão para realizar uma cirurgia recomendada pelos médicos particulares que cuidam do ex-presidente.
Na mesma decisão, Moraes determinou que o exame de ultrassom realizado no domingo (14.dez) por Bolsonaro seja enviado aos peritos. O exame confirmou diagnóstico de hérnia inguinal. O procedimento foi feito com um equipamento portátil e autorizado por Moraes.
Bolsonaro está preso em uma sala da Superintendência da PF, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão pela condenação na ação penal da tentativa de golpe de Estado.
Na 2ª feira (15.dez), a defesa de Bolsonaro voltou a pedir a Moraes autorização para a realização de uma cirurgia de urgência e a concessão de prisão domiciliar humanitária. Os advogados afirmam que Bolsonaro tem hérnias dos 2 lados da virilha.
Segundo a avaliação médica, o exame mostra a saída de uma alça intestinal por uma abertura ou flacidez do abdome. Esse problema é detectado quando se faz um exame em que o paciente respira fundo, forçando a parede abdominal. Se a alça passa pelo abdome e fica por baixo da pele, uma protuberância (um calombo) aparece na parte baixa da barriga. Pode haver um estrangulamento intestinal. Parte do órgão fica para fora, preso e sem funcionar. Nesse caso, só uma cirurgia elimina a passagem da alça para fora do abdome.
Com informações da Agência Brasil.
