O colegiado, instalado em 4 de novembro, investiga o avanço de facções criminosas, o envolvimento de agentes públicos e as falhas nas políticas de segurança. O tema ganhou relevância depois da megaoperação que deixou 122 mortos no Rio de Janeiro, incluindo 5 policiais.
Mello já havia criticado publicamente o “excesso de PECs”. Na mesa de abertura do 2º dia do Fórum de Governadores do Cosud (Consórcio Sul Sudeste), em 5 de dezembro, disse que a alta quantidade de leis atrapalha a luta contra o crime organizado. “Não tem que criar mais leis. A gente se atrapalha com tanta lei que tem. Tem que simplificar, tem que diminuir”, afirmou na ocasião.
No depoimento desta 4ª feira, Mello disse ter se manifestado contra a PEC da Segurança Pública porque “o governo federal precisa cuidar das fronteiras, que cuida muito mal, com todo respeito”. Defendeu fiscalização adequada em todos os pontos de entrada no país. “Arma não vem do céu, droga não vem do céu. Vem por água, vem por aeroportos, vem por fronteiras”, disse.
Além de Mello, a CPI ouve nesta 4ª feira o secretário de Segurança Pública de Santa Catarina, Flávio Rogério Pereira Graff. O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), convidou governadores e secretários de Segurança Pública de 11 Estados. Entre eles, estão os governadores da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), do DF, Ibaneis Rocha (MDB), do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) e de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
