No comunicado, assinado pelo presidente do partido, Valdemar Costa Neto, a sigla manifestou “solidariedade e apoio” aos congressistas e afirmou que Sóstenes e Jordy prestaram “todos os esclarecimentos” sobre a investigação.
“O Partido Liberal seguirá ao lado de seus deputados, confiante de que seus fatos serão devidamente apurados, com respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência”, finaliza a nota.

OPERAÇÃO GALHO FRACO
Imóveis ligados a Sóstenes, Jordy e assessores dos deputados foram alvos de busca e apreensão da PF na operação Galho Fraco, que cumpriu 7 mandados no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.
De acordo com a Polícia Federal, os congressistas teriam utilizado locadoras de veículos suspeitas de funcionar como empresas de fachada para justificar despesas reembolsadas pela Câmara dos Deputados. A PF afirma que uma dessas empresas continuou a receber pagamentos mesmo após indícios de dissolução irregular, além de manter frota incompatível com o volume de contratos firmados.
A decisão cita ainda conversas extraídas de aplicativos de mensagens que indicariam pagamentos “por fora”, cobranças paralelas e repasses em dinheiro, além de saques fracionados abaixo de R$ 10.000, prática conhecida como “smurfing”, associada à tentativa de burlar mecanismos de controle financeiro.
Durante as buscas, a PF apreendeu quase R$ 470 mil em espécie em um armário de um apartamento em Brasília usado por Sóstenes.
Em entrevista a jornalistas na Câmara, o líder do PL disse que o dinheiro é fruto da venda de um imóvel em Minas Gerais. O deputado afirmou ter comprado o imóvel há pelo menos 2 anos e vendido há cerca de 2 semanas. Questionado sobre o método de pagamento, Sóstenes disse que “não viu problema nenhum” em receber dinheiro vivo e que “ninguém coloca dinheiro ilícito no guarda-roupa de casa”.
Jordy se manifestou pelas redes sociais. Disse estar sofrendo “perseguição implacável” e negou irregularidades. “Hoje, novamente aniversário da minha filha, estão fazendo novamente essa busca e apreensão covarde, alegando que eu teria desviado recursos da cota parlamentar para uma empresa de fachada com aluguel de carros. Sendo que é a mesma empresa que eu alugo carros desde o início do meu primeiro mandato”, disse o deputado.
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