Hoje faz um mês que Bolsonaro está preso na PF
Hoje faz um mês que o ex-presidente Jair Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Ele foi preso preventivamente em 22 de novembro. Foi um pedido da PF, atendido pelo ministro Alexandre de Moraes, que entendeu que havia risco de fuga.
Em 25 de novembro, a prisão preventiva virou definitiva. Com o trânsito em julgado na ação penal sobre a tentativa de golpe, Bolsonaro começou a cumprir a pena de 27 anos e 3 meses na PF. Desde então, o ex-presidente está isolado.
Desde que Bolsonaro foi levado para a PF, a defesa tenta uma prisão domiciliar humanitária. Argumenta que o quadro de saúde do ex-presidente é incompatível com o regime fechado. Aos 70 anos, Bolsonaro passou por diversas intervenções cirúrgicas desde a facada sofrida em setembro de 2018, durante ato de campanha em Juiz de Fora, em Minas Gerais.
Agora, ele precisa de mais uma cirurgia. O laudo pericial da PF, concluído na última sexta-feira, recomenda que o ex-presidente seja submetido a uma herniorrafia inguinal convencional bilateral. O documento diz que o quadro clínico é agravado por “soluços incoercíveis”, que atingem uma frequência de até 40 episódios por minuto.
Depois da entrega da perícia ao STF, Moraes autorizou que Bolsonaro seja submetido ao procedimento. Em sua decisão, ele determinou que a defesa do ex-presidente se manifeste sobre a “programação e data pretendidas para a realização da cirurgia eletiva”.
CPMI do INSS vai tentar, de novo, ouvir filho de Lula
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS deve começar o ano de 2026 pressionando por uma convocação de Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho de Lula. Lulinha foi citado três vezes em decisão do Supremo Tribunal Federal que autorizou nova fase da operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira.
O documento diz que houve 5 pagamentos de R$ 300 mil feitos por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, principal articulador das fraudes na Previdência, para a lobista Roberta Luchsinger, amiga próxima de Lulinha. Ele aparece na investigação como “filho do rapaz”.
A oposição reagiu imediatamente a essa informação. Na última sexta, o relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), protocolou um requerimento para convocar Lulinha a prestar depoimento na comissão, na posição de testemunha: “Elementos para a convocação existem, e ninguém está acima da lei. Os pedidos de convocação estão protocolados, aguardando o retorno dos trabalhos e a definição de pauta pelo presidente do colegiado”.
Na última quinta-feira, Lula disse, em evento com jornalistas, que não vai blindar o filho caso seja provado o seu envolvimento no caso: “Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado”. Só que tentativas anteriores de convocar Fábio Luís para comparecer à CPMI do INSS foram barradas depois de articulação da base governista coordenada pelo Palácio do Planalto.
Moraes intercedeu pelo Banco Master junto ao BC
O ministro do STF Alexandre de Moraes teve pelo menos cinco encontros com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Nas conversas entre os dois, o magistrado fez pressão em favor do fraudulento Banco Master, que mantinha contrato de R$ 129 milhões com o escritório de advocacia da família Moraes.
Em foco desde a revelação do contrato com o Banco Master, a advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, defende gigantes privados da educação e da saúde em casos que tramitam na corte superior.
A maior parte dos processos de Viviane no STF chegou ao tribunal depois que Moraes tomou posse, em 22 de março de 2017. Do total de 31, 22 começaram a tramitar no tribunal depois dessa data. Dos 8 restantes, 3 tinham Moraes como advogado; os outros 5 são de quando ele era ministro da Justiça, no governo Michel Temer.
Procurados, o Supremo e o escritório Barci de Moraes não se manifestaram.
Vice-presidente do PT está na mira do próprio partido
O Comitê de Ética do Partido dos Trabalhadores vai analisar a conduta do vice-presidente da sigla, Washington Quaquá, depois de uma decisão tomada pelo Congresso Nacional da Juventude do PT na última sexta-feira. Quaquá, que é prefeito de Maricá, na Região dos Lagos do Rio, já acumula três solicitações para abertura de processos em razão de declarações favoráveis à megaoperação policial nos Complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, em outubro.
De acordo com a juventude do PT, há um histórico de discursos de Quaquá considerado incompatível com os princípios do partido: “Não é de hoje que Quaquá vem escalando no seu discurso fascista, que vai contra os preceitos partidários, sem que qualquer medida à altura das suas declarações seja tomada no âmbito das instâncias petistas”.
Quaquá está tranquilo e pronto para se defender: “Um partido popular e de esquerda não pode ser polarizado por uma juventude de classe média alta, universitária, que não vive a realidade do povo e idealiza a bandidagem”.
As falas do vice-presidente ocorreram durante um seminário do PT sobre Segurança Pública no Rio, nos primeiros dias de dezembro. Na ocasião, Quaquá disse: “A gente entra nesses territórios para mudar a prática e a vida do território e libertar a vida do povo. Se a gente não faz isso, ninguém o fará. É óbvio que a polícia do Rio, o Bope, só matou ali otário, vagabundo, bandido. Eu perguntei: ‘Tem trabalhador aí?’. Não. Tudo bandido”.
Em vez de pagar indenização ao Brasil, Dilma vai receber
A ex-presidente Dilma Rousseff receberá uma indenização de R$ 400 mil por danos morais e uma reparação mensal da União. A decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região é referente às “perseguições, prisões e torturas” que Dilma sofreu durante o regime militar, entre 1964 e 1985.
Em maio deste ano, a ex-presidente foi reconhecida como anistiada política pela Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Dilma foi presa em 1970, por fazer parte de uma organização que resistia ao regime militar da época.
Além do valor da indenização, Dilma também vai ter direito a receber reparação financeira em prestação mensal, para “reparar prejuízos na trajetória profissional e salarial”.
De acordo com o desembargador federal João Carlos Mayer Soares, ficou claro que “a ex-presidente tinha um vínculo de trabalho quando foi afastada por motivos políticos, e isso afetou sua situação financeira e sua aposentadoria ao longo da vida”.
Na guerrilha, durante o regime militar, Dilma Rousseff atuou na retaguarda e na logística, sendo responsável pela divulgação, formação e infraestrutura de grupos como COLINA e VAR-Palmares.
Ela era responsável pelo arsenal dos grupos e ajudava a planejar ações, mas sempre afirmou que não participou ativamente de lutas armadas, focando na assessoria e organização… Belo vínculo de trabalho…
Além disso, Guido Mantega e Dilma Rousseff só não quebraram o Brasil porque houve o processo de impeachment. Pergunta: não era ela quem deveria indenizar os brasileiros?
Quase 9 milhões de empresas brasileiras estão em dificuldades
A inadimplência alcançou 8,7 milhões de companhias brasileiras em outubro, recorde da série histórica iniciada em março de 2016, totalizando R$ 204,8 bilhões em dívidas. É o que aponta o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian. Isso significa que 35,5% das empresas ativas do Brasil estão com contas e pagamentos em atraso…
O post RESUMO DE NOTÍCIAS – 22/12/2025 apareceu primeiro em Revista Timeline.