O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou nesta 4ª feira (14.jan.2026) que os repasses federais a Estados que abrigam as chamadas “cidades-santuário” serão interrompidos. Trump não detalhou quais fundos seriam cortados ou quais Estados seriam afetados pela decisão.
“A partir de 1º de fevereiro, nenhum pagamento será feito pelo governo federal aos Estados por seus centros corruptos de proteção criminal conhecidos como cidades-santuário”, escreveu o presidente em um post na rede social Truth Social.

Cidades-santuário são municípios ou Estados que limitam a colaboração com autoridades federais de imigração, oferecendo proteção a imigrantes irregulares.
O anúncio se deu depois de um discurso no Detroit Economic Club. “As cidades-santuário fazem tudo o que podem para proteger criminosos às custas dos cidadãos americanos, e isso gera fraude, crime e todos os outros problemas que vêm junto”, afirmou Trump.
Em agosto de 2025, a procuradora-geral Pam Bondi enviou uma carta a 32 jurisdições que não estavam em conformidade com as leis federais de imigração. Entre elas estavam Califórnia, Colorado, Connecticut, Delaware, Illinois, Minnesota, Nevada, Nova York, Oregon, Rhode Island, Vermont e Washington.
A carta orientava que colaborassem com os esforços federais de fiscalização de imigração sob pena de perderem recursos, com base em decreto assinado por Trump em abril.
Tribunais federais limitaram as tentativas do governo de reter fundos destinados às cidades-santuário. Também em agosto de 2025, o juiz federal William Orrick 3º, de São Francisco, estendeu a liminar que impedia a suspensão de fundos para mais de 30 cidades-santuário. Orrick determinou que o governo não pode impor requisitos a programas de financiamento voltados para necessidades básicas enquanto o processo judicial estiver em curso.
O Departamento de Segurança Interna divulgou uma lista com mais de 500 jurisdições de santuário, incluindo cidades, condados e Estados. O órgão alegou que essas políticas poderiam impactar a implementação da lei de imigração.
Uma operação de fiscalização do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) em Minneapolis, Minnesota, resultou na morte de Renee Nicole Good, de 37 anos, baleada por um agente federal. O incidente provocou manifestações na cidade e as autoridades federais alegaram que o tiro foi dado em legítima defesa.
A Casa Branca não se manifestou sobre o cumprimento da liminar de Orrick.
