Bolsonaro vai para a Papudinha
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido na tarde dessa quinta para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Ele vai ficar numa cela de Estado maior, no espaço conhecido como Papudinha. Condenado a mais de 27 anos de prisão por “tentativa de golpe de Estado”, Bolsonaro cumpria pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, desde novembro de 2025.
E a oposição quer derrubar logo o veto integral de Lula ao PL da Dosimetria, que poderia cortar o tempo de Bolsonaro no regime fechado e permitir que o ex-presidente progredisse ao semiaberto em cerca de dois anos.
Logo após o veto de Lula, o senador Esperidião Amin (PP-SC) protocolou um projeto para anistiar os condenados por “atos antidemocráticos”. Ele afirmou que a proposta já conta com o apoio de 50 senadores.
O correto, se o Brasil fosse um país sério, seria anular todas as ações envolvendo a fajuta “tentativa de golpe de Estado”. Isso virá, em algum momento. E todas as vítimas dos abusos, arbítrios e das ilegalidades do STF receberão uma reparação…
Moraes faz piada sobre transferência de Bolsonaro
Horas depois de determinar a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a Papudinha, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, fez piada sobre a situação. Foi durante a colação de grau de uma turma do curso de Direito da Universidade de São Paulo (USP), em uma casa de eventos na zona sul da capital paulista.
Quando discursou como patrono da turma, ao comentar a duração das falas no evento, o ministro do STF afirmou: “Vocês percebem que ninguém cumpriu os três minutos, quase tive que tomar algumas medidas. Mas me contive. Acho que hoje já fiz o que tinha que fazer”.
Não surpreende o baixo nível de um ministro da Suprema Corte. Moraes já tinha adotado o mesmo tom em outras ocasiões… O que preocupa é o fato de formandos de Direito convidarem Alexandre de Moraes para ser patrono da turma e aplaudir os absurdos que ele faz e profere.
Lula faz reunião indecente para tratar de caso Master
Lula recebeu o novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o diretor do Banco Central, Gabriel Galípolo, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o diretor da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, além do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da presidência da República, Sidônio Palmeira.
Há dois dias, Moraes determinou a abertura de um inquérito para apurar eventuais vazamentos de informações fiscais sobre sua família no âmbito das investigações do caso do Banco Master. Isso envolveria servidores da Receita Federal e do Coaf, Conselho de Controle de Atividades Financeiras.
O novo ministro da Justiça disse que o caso Master foi o “eixo” da conversa. Depois, a Secretaria de Comunicação da Presidência contradisse Lima e Silva e afirmou que os participantes da reunião não trataram do assunto. Aí Wellington César afirmou que a questão do banco não dominou a pauta, que foi firmado um compromisso de ação conjunta entre as instituições para combater o crime organizado… Seria um caso inédito de um grupo planejando o combate contra ele mesmo…
PF planeja reação contra Dias Toffoli no caso Master
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, debatem a possibilidade de apresentar um recurso à decisão do ministro Dias Toffoli de designar peritos específicos para trabalhar no material apreendido nesta semana, na segunda fase da operação contra o Banco Master.
A avaliação interna na PF é de que a decisão é “estranha”, “arbitrária” e, mais do que isso, atrasa as investigações. Os quatro peritos designados por Toffoli não têm qualquer relação com a apuração, e o volume de dados colhidos ao longo de meses de investigação é muito grande.
Tarcísio de Freitas declara apoio a Flávio Bolsonaro para presidente
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, declarou, nessa quinta-feira, apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência da República nas eleições deste ano: “A direita vai estar unida em torno de um nome… E o meu nome é o Flávio”.
A declaração foi feita a jornalistas durante entrega de obras do Rodoanel, em Suzano. Tarcísio descartou uma possível candidatura dele ao Planalto: “Eu nunca desisti porque nunca teve essa candidatura. Nunca teve esse projeto. É engraçado porque vocês não acreditam, mas sempre estou falando que o meu projeto é a reeleição ao governo do Estado”.
Governador do Rio fala em CPF cancelado no combate ao crime
O governador Cláudio Castro (PL-RJ) afirmou, nessa quinta-feira, que no Rio de Janeiro bandido “não dita regra” e que “ou vai preso, ou vai ter o CPF cancelado”. A declaração foi feita nas redes sociais, depois da nova fase da Operação Contenção, na Vila Kennedy, contra o Comando Vermelho.
Na rede social X, o governador publicou o seguinte: “Aqui não tem espaço para romantizar o crime. Quem escolheu ser vagabundo e ameaçar a vida de trabalhador precisa entender uma coisa: o Estado vai chegar. Ou vai preso, ou vai ter o CPF cancelado”.
A ação dessa quinta resultou na prisão de oito bandidos por envolvimento com o tráfico de drogas.
Delegada recém-empossada em SP é presa por ligação com PCC
Uma delegada de polícia recém-empossada foi presa em São Paulo nesta sexta-feira, durante uma operação do Ministério Público, por suspeita de advogar para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Layla Lima Ayub tomou posse em 19 de dezembro do ano passado, em evento no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo.
Ela estava acompanhada do namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como Dedel. Ele é apontado como integrante do PCC e um dos chefes do tráfico de armas e drogas em Roraima.
A pedido do Ministério Público, a Justiça decretou a prisão temporária do casal, que é investigado pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Segundo o Ministério Público, em 28 de dezembro do ano passado — nove dias depois de tomar posse como delegada na capital paulista — Layla atuou como advogada na defesa de um dos quatro integrantes do PCC presos em flagrante pela Polícia Militar em Rondon do Pará, a 523 quilômetros de Belém.
A conduta é proibida tanto pelo Estatuto da Advocacia quanto por normas estaduais, que vedam a delegados de polícia o exercício da advocacia privada.
As investigações também apontam que Layla e o namorado teriam adquirido uma padaria em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, com dinheiro de origem ilícita, utilizando o nome de um “laranja” para ocultar a real propriedade do negócio.
O post RESUMO DE NOTÍCIAS – 16/01/2026 apareceu primeiro em Revista Timeline.
