O corpo do ex-ministro Raul Jungmann será velado nesta 2ª feira (19.jan.2025), das 15h30 às 17h, na capela 1 do cemitério Campo da Esperança, em Brasília. A cerimônia será restrita a familiares e amigos próximos, segundo informou o Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração).
Jungmann morreu no domingo (18.jan.2025), aos 73 anos, em Brasília, por um câncer no pâncreas. Ele estava internado no hospital DF Star e enfrentava a doença há anos.
comandou os ministérios da Defesa e da Segurança Pública, no governo de Michel Temer (MDB), e do Desenvolvimento Agrário, no 1º mandato de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Era presidente do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração) desde 2022.
Estava internado no Hospital DF Star, em Brasília, e tratava de um câncer no pâncreas. Nascido no Recife (PE) em 3 de abril de 1952, deixa mulher e 2 filhos.
Foi diagnosticado com a doença no 2º semestre de 2024. Nas últimas semanas, estava em casa recebendo tratamento paliativo. No fim de semana, voltou ao hospital.
Durante a ditadura militar, foi filiado ao MDB (Movimento Democrático Brasileiro), que era de oposição ao regime. Durante a redemocratização, migrou para o PCB (Partido Comunista Brasileiro), conhecido na época como Partidão. Em 1992, ajudou a fundar o PPS (Partido Popular Socialista), que se tornou o Cidadania em 2019. Jungmann esteve na legenda até 2018.
Durante sua carreira política, assumiu diversos cargos públicos. Iniciou como secretário de Planejamento, de 1990 a 1991, no governo de Miguel Arraes (PSB). Recebeu o convite de FHC para assumir o cargo de presidente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Depois foi para o ministério extraordinário de Política Fundiária, criada pelo governo tucano em resposta ao Massacre de Eldorado do Carajás. A pasta foi tornada permanente e rebatizada de Desenvolvimento Agrário, onde ficou de 1999 a 2002.
Foi deputado federal por 3 mandatos (2002, 2006 e 2014), filiado ao MDB (para onde teve breve volta) e depois ao PPS. Foi presidente de algumas comissões da Câmara, como Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Foi convidado pelo ex-presidente Michel Temer a comandar o Ministério da Defesa, de 2016 a 2018. Sua atuação prévia na Congresso e sua posição crítica ao governo de Dilma Rousseff (PT) o gabaritaram a assumir o ministério da Segurança Pública, desmembrado por Temer do Ministério da Justiça. Ficou à frente da pasta de fevereiro de 2018 a janeiro de 2019. Como ministro, ajudou na articulação do Susp (Sistema Único de Segurança Pública), aprovado em 2018, e defendido pelo atual governo para ser constitucionalizado, na PEC da Segurança.
Seu último cargo público foi o Ibram, uma organização privada, sem fins lucrativos, que representa cerca de 300 empresas e instituições do setor de mineração. Em entrevista ao Poder360 em junho de 2025, Jungmann disse que a demanda global por minerais triplicará com a alta do uso de baterias e outros equipamentos associados à energia renovável. “A mineração precisa ser mais intensa no Brasil”, afirmou na época. Desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), intensificou ações internacionais em prol de aumentar a exploração norte-americana de minerais críticos.
