O Indea-MT (Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso) confirmou na 6ª feira (16.jan.2026) um novo foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em aves de subsistência no município de Acorizal. A detecção foi oficializada pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) após análises realizadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Campinas.
O proprietário das aves identificou mortes repentinas e notificou as autoridades sanitárias, que coletaram amostras para diagnóstico. Este é o 2º caso da doença no Estado, que está em situação de emergência zoossanitária desde 24 de dezembro de 2025, quando foi registrado o 1º foco em Cuiabá.
Cerca de 30 funcionários do Indea trabalham diretamente nas ações de contenção em Acorizal, em regime de 24 horas. A vigilância sanitária abrange um raio de 3 quilômetros (zona perifocal) e de 10 quilômetros (zona de vigilância) a partir do local afetado.
As medidas de controle incluem a instalação de barreira sanitária na propriedade, abate sanitário das aves e enterro dos animais em valas apropriadas. As instalações passarão por limpeza e desinfecção completa. Equipes do Mapa supervisionam a execução das ações, enquanto a Polícia Militar controla a circulação na área.
O 1º foco da doença, detectado em Cuiabá, já está sob controle. A propriedade segue em período de vazio sanitário de 28 dias, durante o qual não é permitido o alojamento de aves.
A ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) e a AMAV-MT (Associação Mato-grossense de Avicultura) destacam que não há risco à saúde humana no consumo de carne de frango ou ovos. “Os protocolos sanitários mantidos pela avicultura industrial do Brasil mantêm-se nos mais elevados padrões de sanidade, preservando as unidades produtivas perante a enfermidade”, afirmaram em nota enviada ao Poder360.
Leia a íntegra da nota da ABAP e AMAV-MT:
“Com relação a ocorrência de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em ave de fundo de quintal registrado em Acorizal (MT), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Mato-grossense de Avicultura (AMAV-MT) ressaltam a transparência e a manutenção do trabalho excelência no monitoramento da enfermidade realizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea- MT).
“A ABPA e a AMAV-MT lembram que, como situação de fundo de quintal, o foco identificado não gera qualquer alteração no status do Brasil como livre da enfermidade perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), já que a produção comercial segue sem qualquer registro.
“Não se espera, portanto, que ocorram quaisquer alterações no fluxo das exportações brasileiras. Também não há qualquer risco ao abastecimento de produtos.
“A ABPA e a AMAV-MT ressaltam ainda que, segundo todos os órgãos de saúde internacionais, não há qualquer risco no consumo dos produtos.
“Por fim, a ABPA e a AMAV-MT destacam que os protocolos sanitários mantidos pela avicultura industrial do Brasil mantêm-se nos mais elevados padrões de sanidade, preservando as unidades produtivas perante a enfermidade.”
