O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a afirmar, nesta 3ª feira (20.jan.2026), que cabe aos homens liderar o enfrentamento à violência contra mulheres. Segundo Lula, seus ministros foram orientados a abordar o tema em discursos e mobilizações. Dirigentes sindicais e lideranças devem fazer o mesmo.
“Cada ministro meu sabe que cada discurso que ele fizer agora, ele tem que falar da violência contra a mulher. Cada dirigente sindical tem que pedir para o seu trabalhador não ser violento com a mulher. Não há porque as pessoas serem violentas contra a mulher”, declarou.
Nesta 3ª feira, o Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou dados que mostram que houve alta nos casos de feminicídio: 2025 teve o maior número da série histórica, com média de 4 mortes por dia. No total, o Brasil registrou 1.470 feminicídios em 2025.
Lula citou casos recentes de violência extrema e afirmou que a recorrência dos crimes exige mudança de comportamento. “O homem é quem tem que lutar contra o feminicídio, porque é ele quem pratica a violência”, disse o presidente.
O petista reforçou a proposta de um “pacto nacional” contra a violência de gênero. Também mencionou a lei sancionada em 2025 que aumentou a pena para feminicídio, com punições que podem chegar a 40 anos de prisão. E defendeu que o combate à violência de gênero vá além da legislação.
“Essa é uma responsabilidade coletiva, mas quem tem que parar de bater em mulher é o homem”, afirmou.
O posicionamento do presidente se insere em um histórico de declarações feitas desde o final de 2025, quando passou a enfatizar que a violência contra a mulher é responsabilidade dos homens. Em dezembro, Lula realizou uma reunião no Palácio do Planalto sobre o tema, mas sem que medidas concretas tenham sido anunciadas até o momento.
As declarações foram feitas durante evento em Rio Grande (RS), no qual Lula participou da assinatura de contratos do programa Mar Aberto, voltado à retomada da indústria naval.
O EVENTO
O presidente participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa Mar Aberto, iniciativa da Petrobras voltada à indústria naval e offshore brasileira. O evento foi no estaleiro Ecovix, no porto de Rio Grande (RS).
Os contratos estabelecem a construção de 5 navios gaseiros, 18 empurradores, 18 barcaças e acompanhamento da construção de navios Handymax, em um investimento total de R$ 2,8 bilhões. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, também acompanha a cerimônia.
Assista:
De acordo com a Petrobras, todas as embarcações serão operadas pela Transpetro e construídas em estaleiros de 3 Estados. No Rio Grande do Sul, o Estaleiro Rio Grande será responsável pela obra dos gaseiros. No Amazonas, o estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia construirá as 18 barcaças. Em Santa Catarina, o estaleiro Indústria Naval Catarinense vai construir os 18 empurradores.
Também foi anunciado o contrato de adesão do TUP (Terminal de Uso Privado), vinculado ao projeto da nova fábrica de celulose da CMPC, que integra o Projeto Natureza e estabelece investimento de R$ 24 bilhões.
Segundo o governo federal, o empreendimento é considerado estratégico para o fortalecimento da infraestrutura logística e para o escoamento da produção para exportação.
O TUP será implantado no complexo portuário de Rio Grande e contará com capacidade de movimentação de até 9 milhões de toneladas por ano no 11º ano de operação, sendo 4,5 milhões de toneladas na descarga de barcaças e 4,5 milhões no carregamento de navios.
Além de Lula e Costa Filho, participaram da cerimônia de assinaturas a presidente da Petrobras,, e o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci.
