O Departamento de Justiça dos Estados Unidos intimou nesta 3ª feira (20.jan.2026) o governador de Minnesota, Tim Walz (Democrata), e outras 6 autoridades estaduais em uma investigação sobre possível obstrução da aplicação da lei federal durante protestos contra agentes de imigração.
Além de Walz, receberam intimações o procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, a prefeita de St. Paul, Kaohly Her, e autoridades dos condados de Ramsey e Hennepin.
Segundo o Departamento de Justiça, a investigação apura se autoridades estaduais e municipais atuaram para obstruir ou prejudicar operações federais de imigração em Minneapolis e em áreas próximas.
O procedimento foi aberto depois de protestos registrados na região depois da morte da motorista Renee Good, de 37 anos, durante uma operação de fiscalização imigratória em Minneapolis. A mulher foi baleada por um agente do ICE (Serviço de Imigração e Proteção de Alfândegas). Autoridades federais afirmam que ela tentou atropelar agentes e que o disparo foi feito em legítima defesa.
Nas últimas semanas, o governo dos Estados Unidos enviou quase 3.000 agentes de imigração para Minnesota. De acordo com o Executivo federal, a medida tem como objetivo reforçar ações contra pessoas suspeitas de estarem no país ilegalmente e apurar fraudes no Estado.
AUTORIDADES REAGEM
Antes da intimação, Walz e Frey vinham criticando o envio de agentes do ICE para Minnesota e a operação que resultou na morte de Renee Good. O prefeito de Minneapolis chegou a pedir publicamente a retirada dos agentes da cidade.
Depois de receber a intimação, Frey afirmou à NBC News que “quando o governo federal usa seu poder para intimidar líderes locais por estarem exercendo suas funções, isso deve preocupar os norte-americanos”. Segundo ele, autoridades locais não deveriam temer o uso político de forças federais.
Ellison declarou que a intimação foi direcionada ao gabinete da Procuradoria Geral e não a ele de forma pessoal. Disse ainda que continuará exercendo suas funções no Estado.
Depois da abertura da investigação, Walz declarou, em nota, que o agente federal responsável pelo disparo que matou Renee Good não é alvo do procedimento.
