O Tribunal do Trabalho de Turim decidiu contra a Juventus em processo movido pelo clube italiano contra Cristiano Ronaldo, segundo informações divulgadas na 3ª feira (20.jan.2026) pelo jornal norte-americano The Athletic. A corte determinou que o time não tem direito de reaver os 9,8 milhões de euros pagos ao jogador português em 2024.
A ação judicial questionava a validade de um acordo de redução salarial estabelecido durante a pandemia de covid-19 e envolvia cerca de 20 milhões de euros em salários que o atleta, que deixou o clube em 2021 para voltar ao Manchester United, afirmava ter direito a receber.
O recurso apresentado pela Juventus para recuperar o valor já pago ao atacante foi rejeitado pelo tribunal italiano, garantindo que o montante permaneça com Ronaldo.
Documentação de uma audiência realizada em abril de 2024 mostrou que o jogador concordou em postergar parte de sua remuneração na Juventus para reduzir as dificuldades financeiras do clube durante a crise sanitária. Mais tarde, o atleta disse não ter recebido o valor integral e pediu 19,6 milhões de euros em pagamentos pendentes, mencionando um documento complementar chamado “Ronaldo paper”.
A corte arbitral não aceitou os argumentos do jogador de que o acordo era inválido e reconheceu que não houve fraude por parte do clube italiano. Contudo, a Juventus foi obrigada a pagar metade da quantia solicitada pelo atleta, além de juros por atraso e despesas legais. O time efetuou o pagamento, mas contestou a decisão no mês seguinte. Em contrapartida, Ronaldo apresentou uma contestação, solicitando o valor total e a rejeição do recurso da equipe italiana.
Cristiano Ronaldo, atualmente com 40 anos, assinou com a Juventus em 2018, depois de 9 anos no Real Madrid. Durante sua passagem pelo clube italiano, o atacante participou de 134 partidas, marcou 101 gols, distribuiu 28 assistências e conquistou 2 títulos da Serie A. Em agosto de 2021, transferiu-se para o Manchester United por 15 milhões de euros, com possibilidade de 8 milhões de euros adicionais em bonificações.
A disputa judicial foi travada em Turim, na Itália, sede do tribunal trabalhista que emitiu a decisão final sobre o caso.
Os valores envolvidos na ação incluem os 9,8 milhões de euros que a Juventus tentou recuperar, os 19,6 milhões de euros inicialmente requisitados por Ronaldo em pagamentos atrasados, e os 15 milhões de euros (mais 8 milhões de euros em bônus) da transferência do atleta para o Manchester United em 2021.
