Entra em vigor nesta 6ª feira (23.jan.2026) a medida da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi (Partido Liberal Democrata, direita), que dissolve o Parlamento japonês e convoca eleições antecipadas. Essa decisão se dá menos de 3 meses depois de a premiê assumir o governo do Japão.
Takaichi anunciou a dissolução em 19 de janeiro. Disse que queria que “o povo soberano decida” se ela é apta a ocupar o cargo. “Estou apostando meu próprio futuro político como primeira-ministra nesta eleição”, disse. O pleito será em 8 de fevereiro.
Segundo o jornal The Japan Times, Takaichi busca capitalizar o crescimento do apoio popular que seu governo tem recebido desde que ela se tornou a 1ª mulher a liderar o país asiático. Ela pretende ampliar a presença do PLD no Parlamento e estabilizar sua base de poder.
O governo de Takaichi registrou 67% de aprovação em uma pesquisa do Asahi Shimbun realizada no início de janeiro, refletindo ampla popularidade em todas as faixas demográficas e linhas partidárias.
A dissolução do Parlamento japonês abre caminho para uma campanha de 12 dias que começa oficialmente na 3ª feira (27.jan). Líderes da oposição criticaram Takaichi por atrasar a aprovação de um orçamento necessário para financiar medidas econômicas essenciais.
O PLD ocupa o poder de forma quase ininterrupta desde a década de 1950.
Takaichi é representante da ala nacionalista do PLD, com posições firmes sobre segurança, identidade nacional e política externa. Ela assumiu o governo no momento em que a sigla enfrentava problemas relacionados à perda de popularidade, divisões internas e desgaste depois de sucessivos escândalos políticos.
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