O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou na 6ª feira (23.jan.2026) uma série de ações do governo para a reforma agrária. Ao todo, foi um pacote de R$ 2,7 bilhões que inclui a compra de fazendas em São Paulo, Pernambuco, Pará, Bahia, Maranhão e Sergipe para assentamentos e a conclusão de um acordo judicial no Paraná de R$ 584 milhões para regularizar 32.378 hectares e que pode beneficiar cerca de 1.900 famílias.
As ações do governo também incluem:
- linha de crédito de R$ 1 bilhão da Caixa Econômica para crédito habitacional;
- R$ 717 milhões para o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária);
- ampliação do Pronera (Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária);
- ordem de pagamento de R$ 49,9 milhões para fortalecimento da produção, mecanização e agroindustrialização em 52 assentamentos na bacia do rio Doce.
Os anúncios foram feitos no encerramento do 14º Encontro Nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), em Salvador, na Bahia. Em discurso, Lula declarou que as ações foram possíveis por causa da decisão de recriar o Ministério do Desenvolvimento Agrário em 2023, em seu 1º ano do 3º mandato. O ministério havia sido extinto em 2016 pelo ex-presidente Michel Temer (MDB).
Lula também usou o palanque para dar um toque eleitoral ao evento. Mirando seu 4º mandato, o petista declarou que pretende ser “tetra” em 2026. Também cobrou que integrantes do MST disputem as eleições.
“Não adianta a gente sonhar muito e depois o resultado eleitoral coloca 574 deputados como bancada ruralista e apenas 2 Sem Terra eleitos como deputado federal. Fiquei muito feliz hoje quando vocês me apresentaram um conjunto de companheiros do Sem Terra que vão ser candidatos nas próximas eleições. Graças a Deus, vocês tomaram a decisão de entrar na política”, declarou.
Em seu discurso, Lula fez críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), e ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Sobre o norte-americano, Lula disse que Trump quer criar uma nova ONU (Organização das Nações Unidas) para “ser o dono”. Afirmou que articula com outros presidentes uma forma de fortalecer a ONU e afastar as pretensões do chefe da Casa Branca.
Já sobre o caso do Banco Master, foi a 1ª vez que Lula se pronunciou sobre o assunto. Declarou que existem pessoas que defendem o banqueiro por “falta de vergonha na cara”. O presidente não detalhou quem ele reputa como defensores de Vorcaro.
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