Sócrates enfatizava que a democracia era perigosa, não porque desse preferência política à tirania, mas porque notava e percebia que ela matava o pensamento crítico. A democracia trata a todas as opiniões como iguais, mas o filósofo argumentava, que nem todas as opiniões deveriam ou poderiam receber valores e créditos iguais.
Dizia não estar afirmando, serem as pessoas estupidas, mas a divergência de opiniões deveria levar em conta as informações recebidas por uns e outros.
Um eleitor extremamente desinformado não deveria ter o mesmo poder que um instruído estadista; o maior prejuízo e abuso sofrido seria ele próprio. Seu confesso temor era por constatar que a democracia recompensa sempre a popularidade, olvidando e desprezando a competência. As massas votariam sempre no que e naquele que a faz sentir bem, não no correto do interesse da Nação ou do próprio social.
Ele não dizia serem as pessoas ignorantes, mas sim, que desinformadas, tomariam sempre decisões ao sabor das simpatias, bem próximas ao populismo aproveitador negligenciando a pátria comum.
E mais, sempre observando especialistas e como ilustre pensador, ainda questionava em tom jocoso:- “se estas doente você vota no tratamento ou consulta a um médico”.
Julgamentos pessoais a passados distantes, são um tanto difíceis em fazê-los com justa forma, mas estou bem desconfiado que foi talvez por pensar assim, que poderosos da ocasião o obrigaram a tomar cicuta. A aqueles que desconhecem o que seja, não se trata de uma boa pinga (51) nem tampouco whisky ou cerveja, mas sim um mortal veneno que nem cascavel da conta.
Não sei quem ou qual situação levou o cientista político da antiguidade, a chegar a estas conclusões, mas juro mesmo, que deve ter sido possível um “teretetê de oreia” com o deus mandão daqueles tempos, um tal de Zeus, que o tenha permitido vir ao futuro, bem aqui no Brasil de agora, para ordenar tais conclusões. Só pode!!!
Se a Nação brasileira não existia ainda como poderia ele haver encontrado tal raciocínio para pregar Grécia afora. Também possível, haver dado uma passadinha na Argentina de Peron e Evita e de lá voltando a exibir aos poderes gregos o que não existia, nem como exemplo maldito, e bem por isso, meteram veneno nele.
Meio estragado, não há muito operado de um câncer ridículo, ainda assim, acabo de chegar semana que passou, de viagem bem longa. Saí do ninho, das Minas que não são as Gerais e fui até um paraíso da natureza chamado Roraima. Lugarzinho bom sô!! Só não é melhor, por tantas ingerências de poderes externos, que sem entenderem de coisa alguma, abusa de sua fragilidade política e pouca representatividade de representantes perante ao gigante que dorme ao Sul, em berço esplendido.
Um bom trecho deste deslocamento o fiz a quatro rodas de um bom Toyota. Há praticamente dois anos saíra das rodovias e mesmo usando os ares coisa pouca. Como é bom, ser um tranquilo usuário de estradas. Como é bom, chamar de volta, tantas recordações arquivadas, que agitos de obrigações urbanas detém em escaninhos de toda uma vida.
Posso mesmo afirmar não aos escolhidos por Sócrates, mas a tantos que fizeram mover este maravilhoso país. É inacreditável como um soberbo lugar, com porção de gente pacífica, de trabalho tão construtivo, espetacular mesmo, cai numa situação de arranjo politico dessa ordem que tem sido vista.
Inimagináveis escândalos a todo momento. Em noticiários nacionais, ou são crimes, roubos, corrupção e tresloucada justiça, cujo comportamento comparável a Inquisição Espanhola, poderia ser, não fora de tão baixo nível. Um interminável jogo com formas teatrais para transmissões televisivas.
Coitado do grego pensador, não viu nada. Um presidente irresponsável que a bem de favorecimentos eleitorais à sua troup chega a retirar maiores exigências a condutores de uma arma que mata centenas de milhares em poucos anos. Coisa pouca aos olhares daqueles marqueteiros que lhe deram tal ideia. Uma nada, mais de meio milhão.
Autoriza em uma abusada ousadia que profissionais não formados e despreparados a tal fim, tenham em mãos receituários de acesso a medicamentos. (Este cidadão ficou doido).
Transforma um Brasil, que tenho orgulho em acompanhar existir, onde um tantinho ajudei a não só acontecer, mas a receber e criar oportunidade de trabalho a tantos humildes que não acreditaram ficar aguardando em filas de ossos ou prometidos favorecimentos da inescrupulosidade política que assola o país.
“Quis o destino”, dizer plagiado de um sobrinho neto ao se referir a um parentesco comigo, que eu fosse afilhado batismal de um Ministro de nossa Corte maior. Inclusive sua participação em minha instrução de preparo a vida foi da maior importância. Ainda novo frequentava com muitos outros luminares a intimidade de seu lar. Como, mas como era admirável notar a aura de respeito que envolvia não só aquele juiz maior, mas a todos seus pares.
Em nenhuma situação discutiam procedimentos jurídicos e sempre afirmando, “um juiz só deve falar nos autos”. Tão diferente de tantos boquirrotos de agora. O comportamento deles, não era apenas uma virtude, mas um sagrado dever a magistratura que cumpriam. Em qualquer situação se encontravam sem receio ou reservas perante o público e ao público.
Sócrates é morto, e sem chance de reincarnação como brasileiro, porém tenho certeza de que morreria mais vezes avexado que ficaria, ao ver todo um alto tribunal em total conluio irresponsável, com um presidente candidato, não só usando toda a máquina pública, do erário, meios de comunicação e da inexperiente inocência do povo brasileiro.
Esse ateniense famoso, nasceu há tempos, mas com cicuta ou sem cicuta, também eu gostaria só haver nascido, bem antes ou bem depois de toda esta esbórnia espúria.
BH/Macapá,25/01/2026
José Altino Machado
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