Cerca de 1.700 prédios na capital ucraniana, Kiev, ainda estão sem aquecimento depois um ataque russo na madrugada do sábado (24.jan.2026), disse o prefeito Vitali Klitschko, neste domingo (25.jan), segundo a agência de notícias Reuters. Moscou intensificou drasticamente os bombardeios ao sistema energético da Ucrânia desde que invadiu o país vizinho em 2022.
No sábado (24.jan), a Rússia lançou 375 drones e 21 mísseis contra a Ucrânia, deixando 1,2 milhão de propriedades sem energia em todo o país, durante um inverno com temperaturas negativas, segundo as forças armadas ucranianas.
“Os principais alvos da Rússia neste momento são o nosso setor energético, infraestruturas críticas e prédios residenciais”, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky (Servo do Povo, centro), na rede social X. Só esta semana, ele afirmou que a Rússia lançou mais de 1.700 drones de ataque, 1.380 bombas aéreas guiadas e 69 mísseis contra a Ucrânia.
“Cada ataque massivo da Rússia pode ter um impacto devastador”, disse Zelensky, que visitou a Lituânia neste domingo (25.jan), dia do seu aniversário de 48 anos.
“Desde ontem à noite, funcionários de serviços públicos e empresas de energia restabeleceram o fornecimento de aquecimento para mais de 1.600 edifícios. Eles continuam trabalhando para restabelecer os serviços nas casas dos moradores de Kiev”, disse Klitschko no Telegram.
O ataque russo foi realizado justamente quando autoridades ucranianas, russas e norte-americanas discutiam opções em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, para encerrar a guerra na Ucrânia.
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