A China iniciou nesta semana a operação de uma fábrica de extração de lítio que utiliza uma nova tecnologia que aumenta a eficiência de produção do minério. O modelo desenvolvido pela Qinghai CITIC Technology aumenta a taxa de recuperação de lítio da etapa de extração em salinas, onde a média do setor era inferior a 50%, para mais de 78%.
A instalação localizada na província de Qinghai, no Noroeste do país, é capaz de extrair 20.000 toneladas de lítio anualmente. A extração de lítio em lagos salgados é o principal modelo de produção do minério, que é utilizado na fabricação dos modelos mais eficientes de baterias.
O lítio é um insumo-chave para baterias de veículos elétricos com demanda global em alta apesar da volatilidade de preços dos últimos anos. Também está presente em equipamentos eletrônicos e sistemas de armazenamento de energia solar e eólica, tecnologia que cresce com a busca por sustentabilidade ambiental. Conhecido como “ouro branco”, está presente em grande parte dos aparelhos eletrônicos no mundo.
Segundo o USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos), a China é o 3º maior produtor de lítio do mundo. Fica atrás de Austrália e Chile. Em 2024, a China produziu 41.000 toneladas de lítio, enquanto os australianos registraram uma produção de 88.000 toneladas e os chilenos 49.000 toneladas no período.
A China é hoje uma das principais potências no setor de mineração global. Ao longo de anos, o país se inseriu no mercado de produção dos minérios mais procurados do mundo e tornou sua capacidade produtiva em uma ferramenta geopolítica. Esse domínio fica claro em relação às terras raras, outro conjunto de minério que também é essencial para itens de alta tecnologia. Os chineses dominam hoje cerca de 90% desse mercado.
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