O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), António Guterres, afirmou nesta 2ª feira (26.jan.2026) que apenas o Conselho de Segurança da ONU tem autoridade para agir em nome de todos os países integrantes em questões de paz e segurança. A declaração foi em resposta à criação do Conselho da Paz do Conselho da Paz criado pelo presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano).
“O Conselho de Segurança da ONU é o único com autoridade para agir em nome de todos os países membros em questões de paz e segurança. Somente ele adota decisões vinculativas para todos. Nenhum outro órgão ou coalizão ad-hoc pode legalmente exigir que todos os países cumpram decisões sobre paz e segurança”, disse o secretário-geral em uma postagem no X.
Guterres também mencionou a necessidade de reformas no Conselho de Segurança. “Sua responsabilidade é singular. Sua obrigação é universal. É por isso que a reforma é essencial. É por isso que devemos agir sem demora para aumentar a representação e a eficácia do Conselho de Segurança”, afirmou.

A declaração de Guterres surge poucos dias depois de Trump lançar oficialmente o Conselho da Paz, em cerimônia realizada na 5ª feira (22.jan). Na ocasião, o presidente norte-americano afirmou que o novo órgão tem a chance de se tornar “um dos órgãos mais importantes já criados” e criticou a ONU, dizendo que a organização poderia ter encerrado conflitos mundiais, mas não conseguiu.
Durante o lançamento do Conselho da Paz, Trump contou com a presença de diversos líderes mundiais, incluindo o presidente da Argentina, Javier Milei (La Libertad Avanza, direita), e o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán (União Cívica Húngara, direita). Representantes de 17 nações estiveram no palco para a assinatura do documento que criou o conselho, entre elas Argentina, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Turquia e Paquistão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu convite para integrar o Conselho da Paz, mas o governo brasileiro ainda não definiu uma posição oficial. Segundo apurou o Poder360, o Planalto avalia questões sensíveis da proposta, como o custo financeiro e o impacto sobre a atuação do Conselho de Segurança da ONU. Nesta 2ª feira (26.jan), Lula pediu para que o Conselho da Paz seja limitado “à questão de Gaza e preveja assento para a Palestina”.
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