“Importante é unir o mundo”, diz Infantino sobre boicote à Copa

O presidente da FIFA (Federação Internacional de Futebol), Gianni Infantino, afirmou nesta 2ª feira (26.jan.2026) que a Copa do Mundo de 2026 será uma ocasião para unir as pessoas, “especialmente no mundo de hoje”.

Durante visita a Brasília, Infantino comentou sobre um possível boicote ao torneio por parte de algumas seleções de países europeus diante das ameaças de Donal Trump (Partido Republicano) de anexar a Groenlândia. Os EUA serão uma das 3 sedes do torneio, que também terá jogos no Canadá e no México.

“Eu sempre olho para o futuro e, para mim, o que é importante nos eventos de futebol, como o Mundial, o Mundial dos homens ou o Mundial das mulheres aqui no Brasil, é unir as pessoas, unir os países, unir as pessoas de todo o mundo”, declarou Infantino depois de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio do Planalto.

Ao longo da última semana, políticos europeus sugeriram que as seleções do continente não participem da Copa. O vice-presidente da Federação Alemã de Futebol, Oke Gottlich, disse que é preciso “debater seriamente” a possibilidade de um boicote.

Infantino é próximo de Trump. Os 2 fizeram aparições públicas juntos durante 2025. Em dezembro, o presidente da Fifa concedeu ao republicano um prêmio anual da paz durante o sorteio dos grupos da Copa do Mundo.

Segundo Infantino, a Fifa recebeu mais de 500 milhões de pedidos de ingressos para a Copa do Mundo deste ano. A carga total de ingressos para o evento é de 6 milhões de entradas. “Então, as pessoas querem ir e as pessoas vão, vão celebrar e nós celebramos juntos o futebol, sempre. Nós precisamos de ocasiões para unir as pessoas, especialmente no nosso mundo hoje”, disse o dirigente.

Trump chegou a declarar que pretendia impor tarifas a nações europeias que não apoiarem seu plano de assumir o controle da Groenlândia. Poucos dias depois, voltou atrás e retirou a ameaça. O argumento para a tomada no território autônomo da Dinamarca é a segurança nacional dos Estados Unidos.

A França é um dos aliados europeus dos EUA que se posicionaram contra as ameaças de Trump sobre a Groenlândia. O país enviou soldados para a ilha para reforçar a segurança da região. Mas apesar da oposição aos planos de Trump, a ministra dos Esportes francesa, Marina Ferrari, declarou que o país não pretende se retirar da Copa do Mundo.

“Até o momento, não há qualquer intenção por parte do ministério de boicotar esta grande competição. Não vou me antecipar ao que poderá acontecer, mas também ouvi vozes se manifestando em certos blocos políticos. Eu sou uma das que acreditam na separação entre esporte e política. A Copa do Mundo é um momento extremamente importante para quem ama o esporte”, disse Ferrari.

A Copa do Mundo de 2026 será a 1ª edição disputada em 3 países e que reunirá 48 seleções. O torneio começa em 11 de junho, na Cidade do México.


Com informações de Agência Brasil.

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