O presidente da COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), André Corrêa do Lago, disse nesta 3ª feira (27.jan.2026) que segue trabalhando em um documento sobre o fim dos combustíveis fósseis. O tema não entrou no texto final da COP30, realizada em Belém em novembro de 2025. Não há prazo para a negociação sobre o documento.
Lago é o presidente da conferência até a COP31, que será em novembro de 2025 em Antalaya, no litoral da Turquia. Ele publicou nesta 3ª feira (27.jan) a 1ª carta da COP de 2026 e a 12ª desde que ele começou a preparar a COP30. Leia a íntegra em inglês (PDF – 309 kB).
MULTILATERALISMO
O presidente da COP30 disse em entrevista a jornalistas nesta 3ª feira (27.jan) que o multilateralismo se mantém nas negociações sobre o clima. Lago e Ana Toni, CEO da COP30, vão participar de reunião na Turquia em fevereiro. As negociações da COP31 terão o comando da Austrália. A divisão entre o país que sedia a conferência e o responsável pelas negociações será uma novidade da COP31.
A dificuldade das decisões nas COPs é conseguir a aprovação de todos os países. A proposta de Lago e de Toni é um multilateralismo em 2 níveis. Antes de chegar ao apoio total, os diplomatas estabelecem coalizões em torno de algumas propostas com apoio de parte das nações.
“Nós temos que ajudar a que mais países se juntem nas coalizões, que em algum momento se tornarão consensos”, disse Lago.
A presidência brasileira da COP30 também busca mapas do caminho para o fim do desmatamento ilegal e para atingir as metas de financiamento para enfrentamento das mudanças climáticas, estabelecidas na COP29, em Baku (Azerbaijão) em novembro de 2024.
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