Um assessor de alto escalão da Casa Branca, Stephen Miller, afirmou na 3ª feira (27.jan.2026) que o governo avalia se agentes da CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos) em Minneapolis deixaram de seguir o protocolo antes do tiro que matou Alex Pretti.
Segundo a CNN, a declaração representa um reconhecimento raro, vindo de um dos operadores mais influentes da administração Donald Trump (Partido Republicano) na política migratória, de que pode ter havido falha operacional.
Em nota, Miller disse que a Casa Branca havia dado orientação clara ao DHS (Departamento de Segurança Interna) para que o reforço enviado a Minnesota, originalmente destinado à proteção de força, fosse usado em operações de captura de foragidos com a finalidade de criar uma barreira física entre as equipes de prisão e eventuais disruptores. “Estamos avaliando por que a equipe da CBP pode não ter seguido esse protocolo”, afirmou.
A posição contrasta com a retórica inicial após a morte de Pretti, a 2ª em menos de 1 mês por agentes de órgãos como o CBP e o ICE (Serviço de Imigração e Controle). À época, Miller classificou o enfermeiro da UTI do Departamento de Assuntos de Veteranos como “potencial assassino”, enquanto a secretária do DHS, Kristi Noem, disse que ele havia cometido um “ato de terrorismo doméstico”. Imagens divulgadas depois mostraram Pretti cercado por agentes e desarmado antes de ser atingido. Na 3ª feira (27.jan), o presidente Donald Trump afirmou não ter ouvido a caracterização de terrorismo doméstico, distanciando-se das declarações.
Miller explicou que a manifestação inicial do DHS se baseou em relatos da CBP no local. No dia do episódio, segundo fontes, Noem manteve contato frequente com integrantes da Casa Branca, inclusive Miller. Trump vinha defendendo, em privado, o agente apontado como autor do disparo –o DHS depois indicou que 2 agentes atiraram. Noem recebeu orientações sobre como tratar o caso em entrevista coletiva, incluindo a alegação, que se mostraria falsa, de que Pretti “brandia” uma arma.
Com o passar dos dias, a comunicação passou a ser questionada internamente. Trump adotou tom mais conciliador e buscou se afastar da condução inicial do caso. Apesar do desgaste, fontes disseram que nem Miller nem Noem correm risco imediato.
O presidente também disse que pretende reduzir a tensão em Minnesota e informou ter enviado o “czar da fronteira”, Tom Homan, para substituir Gregory Bovino no comando das operações locais.
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