A Justiça da Coreia do Sul condenou nesta 4ª feira (28.jan.2026) a ex-primeira-dama Kim Keon Hee a 20 meses de prisão por aceitar subornos da Igreja da Unificação. A mulher do ex-presidente Yoon Suk Yeol (Partido do Poder Popular, direita) foi declarada culpada de receber presentes de luxo como bolsas Chanel e um pingente de diamantes em troca de favores políticos.
A condenação se dá após a queda do casal presidencial sul-coreano, iniciada em dezembro de 2024, quando o então presidente Yoon Suk Yeol tentou impor lei marcial no país. A tentativa resultou em seu impeachment e destituição do cargo.
Kim está detida desde agosto de 2025, quando o tribunal autorizou sua prisão preventiva para evitar possível destruição de provas. O ex-presidente Yoon também está preso, mas em local separado. As investigações indicam que a ex-primeira dama não participou da tentativa de golpe atribuída a seu marido.
A ex-primeira-dama também foi acusada de manipulação do preço de ações e violação da lei de financiamento político, mas foi absolvida pelo Tribunal de Seul. A pena foi considerada branda pelos promotores, que haviam solicitado 15 anos de prisão, segundo a Reuters.
Em um processo separado, o ex-presidente Yoon Suk Yeol foi condenado a 5 anos de prisão na 6ª feira (16.jan) por obstrução de Justiça e por não seguir o devido processo legal antes de declarar lei marcial.
O julgamento sobre a acusação de tentativa de golpe contra Yoon deve ser concluído em 3 semanas, quando o tribunal de Seul deverá decidir sobre o pedido de pena de morte para o ex-presidente.
Para dar o golpe, o então presidente utilizou o Exército e forças de segurança. Mas a medida fracassou depois de parlamentares conseguirem se reunir e aprovarem, por unanimidade, a revogação da lei marcial.
Powered by WPeMatico
