O ministro Alexandre de Moraes do STF (Supremo Tribunal Federal) indeferiu nesta 5ª feira (29.jan.2026) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que solicitava autorização para visitas do presidente do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto, e do senador Magno Malta (PL-ES). Moraes justificou a negativa citando possíveis riscos às investigações em andamento e mencionando ocorrências disciplinares anteriores. A determinação judicial também estabeleceu que as visitas permitidas ao ex-presidente sejam realizadas apenas aos sábados por questões de segurança. Leia a íntegra (PDF – 138 KB).
“(…) A autoridade policial militar informou que o Senador MAGNO PEREIRA MALTA tentou ingressar na unidade prisional sem autorização, mediante o uso indevido de prerrogativas parlamentares para acessar áreas de segurança máxima. Tal conduta gera riscos desnecessários à disciplina do Batalhão e à segurança do próprio sistema de custódia, obstaculizando o deferimento do pedido. Da mesma maneira, incabível o pedido de visitação formulado por
VALDEMAR DA COSTA NETO, por ser investigado no âmbito das mesmas imputações realizadas ao custodiado, conforme decisão da PRIMEIRA TURMA desse SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no julgamento da AP 2694, em 22/10/2025″
O senador Magno Malta tentou visitar Bolsonaro sem autorização judicial em 17 de janeiro de 2026. O comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar, Allenson Nascimento Lopes, relatou em ofício enviado a Moraes em 22 de janeiro que o congressista tentou usar prerrogativas parlamentares para acessar áreas de segurança máxima. Malta permaneceu cerca de 30 minutos nas imediações da unidade e retirou-se de forma voluntária após ser informado de que todas as visitas ao ex-presidente dependem de autorização expressa de Moraes.
Valdemar Costa Neto é investigado nas mesmas imputações que Bolsonaro. A 1ª Turma do STF decidiu em 21 de outubro de 2025 reabrir a investigação contra o presidente do PL por suposta atuação para desacreditar urnas eletrônicas no contexto da tentativa de golpe de Estado. A investigação busca esclarecer a participação de Valdemar nos crimes de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Moraes já havia negado, em 22 de outubro de 2025, outro pedido de visita de Valdemar a Bolsonaro, também citando a reabertura da investigação.
Moraes, no entanto, autorizou visitas de outros aliados do ex-presidente. Poderão comparecer à Papudinha, em Brasília, o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), o deputado federal Hélio Negão (PL-RJ), o senador Wilder Moraes (PL-GO) e o empresário Nabhan Garcia.
O ministro do STF também atendeu pedido da defesa para que o padre Paulo Silva faça assistência religiosa a Bolsonaro. O religioso se juntará ao bispo Robson Rodovalho e ao pastor e deputado distrital Thiago Manzoni (PL-DF), que já têm permissão de Moraes para comparecer semanalmente à Papudinha.
VISITA DE TARCÍSIO
Nesta 5ª feira (29.jan.2026), Bolsonaro receberá, na Papudinha, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A visita está autorizada das 11h às 13h. A conversa indicará como a direita deve se comportar na eleição de outubro.
O governador tem reforçado seu apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e disse que descartou concorrer ao Planalto nas eleições deste ano. O encontro foi autorizado em 22 de janeiro, quando Moraes também liberou as visitas do ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Jorge Antônio de Oliveira Francisco, na 4ª feira (28.jan.2026), das 11h às 13h; e a visita do líder da oposição no Senado Federal, o senador Rogério Marinho, que encontrará o ex-presidente em 4 de fevereiro, das 8h às 10h.
Bolsonaro está na Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, desde 15 de janeiro após determinação de Moraes. O magistrado considerou que a nova sala oferece condições “mais favoráveis” para o ex-presidente.
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