O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou na 5ª feira (29.jan.2026) que vai impor uma tarifa de 50% sobre todas as aeronaves fabricadas no Canadá que sejam comercializadas no mercado norte-americano.
Segundo Trump, a medida é uma retaliação à recusa do Canadá em certificar jatos da empresa norte-americana Gulfstream Aerospace. “Se, por qualquer razão, esta situação não for imediatamente corrigida, vou cobrar do Canadá uma tarifa de 50% sobre qualquer e todas as aeronaves vendidas para os Estados Unidos da América”, escreveu o presidente dos EUA na rede Truth Social.
Trump afirmou que está “retirando a certificação” dos jatos executivos Bombardier Global Express e de “todas as aeronaves fabricadas no Canadá”. A Bombardier é a maior fabricante de aeronaves canadense.

Em comunicado enviado à CBS, a Bombardier informou que “tomou nota” da publicação de Trump e estava “em contato com o governo canadense”. A empresa declarou: “Milhares de jatos privados e civis construídos no Canadá voam nos EUA todos os dias. Esperamos que isso seja resolvido rapidamente para evitar um impacto significativo no tráfego aéreo e no público”.
A fabricante canadense afirmou que emprega aproximadamente 3.000 pessoas nos EUA, distribuídas em 9 instalações diferentes, e que está “investindo ativamente na expansão” de suas operações no país.
Esta não é a 1ª vez que o governo Trump adota medidas tarifárias contra aeronaves canadenses. Em 2017, durante seu 1º mandato, o Departamento de Comércio dos EUA aplicou tarifas sobre o jato comercial CSeries, da Bombardier, alegando que a empresa vendia os aviões no mercado norte-americano abaixo do custo. Posteriormente, a Comissão de Comércio Internacional dos EUA determinou que a Bombardier não havia prejudicado a indústria doméstica.
A ameaça em relação às aeronaves é parte de uma disputa comercial mais ampla entre os 2 países. No fim de semana anterior, Trump havia ameaçado impor uma tarifa de 100% sobre mercadorias importadas do Canadá caso o país prosseguisse com um acordo comercial com a China.
Na semana passada, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça), o primeiro-ministro canadense, Mark Carney (Partido Liberal, centro-esquerda), criticou a coerção econômica de grandes potências sobre países menores, sem mencionar Trump diretamente. O presidente dos EUA respondeu no dia seguinte, criticando Carney por ingratidão.
Segundo o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, Carney retratou-se com Trump dos comentários feitos no discurso.
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