O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), seus 2 filhos mais velhos e as empresas da família entraram com ação judicial contra o IRS (Serviço de Receita Federal) e o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos por vazamento de informações fiscais. A ação foi protocolada na 5ª feira (30.jan.2026) no Tribunal Distrital do Sul da Flórida, segundo o jornal norte-americano The Washington Post.
Os autores do processo exigem indenização de pelo menos US$ 10 bilhões, afirmando que houve falha na proteção das declarações de imposto de renda.
O caso está relacionado a um vazamento feito de 2018 a 2020, quando Charles E. Littlejohn, então consultor do IRS, subtraiu declarações fiscais de Trump e milhares de norte-americanos ricos, fornecendo-as à ProPublica e ao New York Times. Littlejohn foi condenado a 5 anos de prisão em 2024 por esse crime. O vazamento se deu durante o 1º mandato presidencial de Trump.
Scott Bessent, secretário do Tesouro, cancelou recentemente todos os contratos do departamento com a consultoria Booz Allen Hamilton, empresa onde Littlejohn trabalhava quando realizou os vazamentos. Esses contratos somavam US$ 21 milhões em obrigações, segundo informações do Tesouro.
O New York Times publicou em 2020 reportagens detalhando mais de duas décadas das declarações de imposto de renda de Trump. Isso foi feito após o republicano se recusar a divulgar as informações durante sua candidatura em 2016 e em seu 1º mandato, rompendo com uma tradição entre presidenciáveis e presidentes. A ação diz que esses artigos continham informações falsas, incluindo afirmações sobre sonegação fiscal.
A ação diz que a ProPublica, com base nas informações vazadas, “noticiou falsamente” que as declarações fiscais “continham ‘versões de fraude’” e que a empresa de contabilidade da família “se envolveu em ‘fraude, má conduta ou negligência profissional’”, causando prejuízos financeiros e à reputação da família Trump.
O processo se soma a outras duas ações por danos que Trump moveu contra o governo em 2023 e 2024. A 1ª foi relacionada às investigações do Departamento de Justiça sobre possíveis ligações entre a Rússia e sua campanha presidencial de 2016. A 2ª, sobre a busca realizada pelo FBI em Mar-a-Lago em 2022.
Quando questionado sobre o conflito de interesses em outubro do ano passado, Trump afirmou: “É interessante porque sou eu quem toma a decisão. E, sabe, essa decisão teria que passar pela minha mesa”. Ele acrescentou: “É muito estranho tomar uma decisão sendo que eu mesmo estou pagando a mim mesmo.”
Powered by WPeMatico
