A despesa com pessoal da União, considerando o Poder Executivo federal, alcançou R$ 284 bilhões no 3º quadrimestre de 2025, segundo dados do RGF (Relatório de Gestão Fiscal) divulgado pelo Tesouro Nacional nesta 6ª feira (30.jan.2026).
O valor corresponde a 2,55% do PIB (Produto Interno Bruto) e permaneceu abaixo do limite de alerta e do teto estabelecido pela LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).
De acordo com o relatório, o gasto total com servidores ativos, aposentados e pensionistas aumentou em relação ao mesmo período do ano anterior.
Em 2024, a despesa foi de R$ 260 bilhões, uma alta de 9,1% ou de R$ 23,7 bilhões em termos nominais. O aumento real –considerada a inflação do período e o valor atualizado de R$ 273 bilhões– foi de 4%.
Segundo o Tesouro, o crescimento da despesa foi reflexo principalmente de reajustes salariais concedidos ao funcionalismo e da recomposição de carreiras.
Mesmo com a alta, a despesa ficou abaixo do limite máximo de 37,9% da RCL (Receita Corrente Líquida) previsto para o Executivo federal. No 3º quadrimestre, o comprometimento foi de 31,4% da RCL. O limite prudencial é de 36%.
O Tesouro afirmou que o resultado indica manutenção do espaço fiscal para cumprimento das regras da LRF, ainda que o crescimento das despesas obrigatórias siga pressionando o orçamento.
O órgão destacou que o avanço dos gastos com pessoal acompanha a retomada da política de reajustes e a ampliação do quadro de servidores em áreas consideradas prioritárias.
O relatório mostra ainda que, apesar do aumento nominal, a despesa manteve estabilidade relativa quando comparada ao PIB, o que ajudou a conter o avanço do indicador em proporção da economia.
Entenda
O controle da despesa com pessoal é um dos principais indicadores de sustentabilidade das contas públicas e influencia diretamente a trajetória fiscal do governo federal.
O crescimento da despesa de pessoal reduz a margem para investimentos e amplia a rigidez do Orçamento. Em momentos de desaceleração econômica ou frustração de receitas, esse tipo de gasto tende a dificultar o cumprimento das metas fiscais.
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