A Rússia se juntou à China para pressionar contra a agenda de militarização tocada pela primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi (Partido Liberal Democrata, direita). No domingo (1º.fev.2025), o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, declarou que “a política japonesa de remilitarização acelerada ameaça a paz e a estabilidade na região da Ásia-Pacífico”.
O comentário foi acompanhado pelo secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Sergei Shoigu, no mesmo dia. Em encontro com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou que a aceleração dos investimentos japoneses no setor militar preocupa o país e fez coro a uma reclamação que o governo chinês vem fazendo desde que Takaichi assumiu, em outubro de 2025.
A remilitarização do Japão tem incomodado a China há meses, especialmente depois que a premiê japonesa deu declarações de que ajudaria Taiwan em um cenário de ofensiva chinesa contra a ilha.
Quase semanalmente, jornais estatais chineses tem publicado reportagens e ilustrações que afirmam que Takaichi desrespeita uma série de acordos internacionais firmados no pós-2ª Guerra Mundial que proíbem a militarização do país. Em diversas oportunidades, a China já convidou países a condenarem as políticas japonesas.
Takaichi foi eleita com um discurso voltado para a segurança e soberania militar do país. A premiê acelerou os gastos militarem desde que assumiu –recentemente alcançaram 2% do PIB (Produto Interno Bruto) japonês– e tem dado declarações sobre o desenvolvimento da indústria bélica no país. O ponto mais polêmico é a retomada de investimentos em energia nuclear.
Nesta 3ª feira (3.fev), o porta-voz do Ministério das Relações da China, Lin Jian, disse que China e Rússia estão alinhados em um monitoramento das ações militares japonesas.
“China e Rússia compartilham um alto grau de convergência em suas posições sobre questões relacionadas ao Japão. A acelerada ‘remilitarização’ japonesa ameaça a paz e a estabilidade regional, e a comunidade internacional e os países da região estão extremamente vigilantes a esse respeito”, declarou o porta-voz.
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