A reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) marcada para 4ª feira (4.fev.2026) na Granja do Torto não terá representantes do Senado. Inicialmente programado para incluir também os senadores, o evento foi redimensionado. A presença ficará restrita ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e aos líderes partidários da base governista na Casa.
Quem articula o encontro é a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR). Apesar do tom informal, o momento é de articulação política para o governo.
O churrasco é uma tradição de Lula que havia sido abandonada em seu 3º mandato. Esse tipo de encontro informal era frequente nos governos anteriores. O presidente usava o Palácio da Alvorada e a Granja do Torto para receber aliados.
Lula costuma pedir nesses encontros que se evitem conversas apenas sobre política. A ideia é ter um momento de descontração. Mas a ocasião também serve para o chefe do Executivo colher impressões com aliados sobre os rumos do governo.
A reunião acontece na 1ª semana dos trabalhos legislativos. O Planalto quer alinhar expectativas com o Congresso e avançar em pautas consideradas prioritárias, como o fim da escala 6 X 1 e a regulação do trabalho por aplicativos. Ambos os temas enfrentam resistência no Legislativo.
Seguem pendentes no Congresso a análise de vetos presidenciais –PL da Dosimetria a exemplo– e indicações para tribunais superiores. Uma delas é a sabatina de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal).
Os senadores serão recebidos posteriormente. A razão da mudança é logística: muitos congressistas da Casa Alta ainda não retornaram a Brasília depois do recesso.
Para a 4ª feira (3.fev) todos os aliados foram chamados. O PDT, que integra a base governista, não recebeu convite até o momento. O Psol foi convidado, mas não confirmou presença.
Também há no meio de tudo as negociações entre o governo e o PSD de Gilberto Kassab. O partido, que tem a maior bancada da Câmara, tem oscilado entre apoiar e se opor a pautas do Executivo. Em alguns estados, como no Rio de Janeiro, formará palanques com Lula. Em outros, como a Bahia, será oposição.
Antes do churrasco, Lula, Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), estiveram juntos na 2ª feira (3.fev.2026). Os 3 participaram da cerimônia de abertura do Ano Judiciário no STF.
O evento foi conduzido pelo presidente da Corte, Edson Fachin. Messias compareceu na condição de ministro da Advocacia-Geral da União.
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