A indústria da mineração brasileira em 2025 respondeu por 55% do saldo da balança comercial do país, segundo dados divulgados pelo Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração) nesta 3ª feira (3.fev.2026). O setor registrou crescimento no faturamento, nas exportações e na arrecadação de tributos, além de projetar um ciclo ampliado de investimentos para os próximos anos.
O faturamento da mineração somou R$ 298,8 bilhões em 2025, alta de 10,3% em relação ao ano anterior. O minério de ferro manteve a liderança entre os produtos do setor, com R$ 157,2 bilhões, o equivalente a 52,6% do total, apesar de leve retração de 2,2% no valor faturado.
A atividade permaneceu concentrada em poucos Estados. Minas Gerais, Pará e Bahia responderam juntos por quase 80% do faturamento nacional, com participações de 39,9%, 34,5% e 4,5%, respectivamente.
No comércio exterior, a mineração exportou cerca de 431 milhões de toneladas, crescimento de 7,1% em volume, gerando receitas de aproximadamente US$ 46 bilhões, avanço de 6,2% frente a 2024. O minério de ferro representou 62,8% do total exportado.
As importações minerais, por outro lado, alcançaram US$ 8,5 bilhões, com estabilidade em valor e queda em volume, indicando menor dependência externa de alguns insumos estratégicos.
Com isso, o saldo da balança comercial mineral chegou a US$ 37,6 bilhões, de um saldo total brasileiro de US$ 68,3 bilhões. Em 2024, a participação da mineração havia sido de 47%, o que evidencia o avanço do setor como pilar do comércio exterior.
No mercado de trabalho, a indústria extrativa mineral registrou 229 mil empregos diretos em novembro de 2025, excluídos petróleo e gás. Entre janeiro e novembro, foram criadas 8.330 novas vagas formais.
As perspectivas para os próximos anos indicam expansão dos investimentos. O Ibram estima US$ 76,9 bilhões em projetos entre 2026 e 2030, valor 12,5% superior ao ciclo anterior. Desse total, US$ 21,3 bilhões devem ser destinados a minerais críticos e estratégicos, insumos considerados essenciais para a transição energética, tecnologias limpas e reindustrialização global.
Segundo o instituto, o cenário geopolítico internacional e a crescente demanda por esses minerais ampliam o interesse de países e blocos econômicos pelo potencial mineral brasileiro.
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