O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou nesta 4ª feira (4.fev.2026) que não há desavenças entre os Poderes e as instituições brasileiras estão unidas no enfrentamento ao feminicídio.
“Alguns insistem em criar narrativas de disputa entre os Poderes, mas quero reafirmar, as instituições brasileiras estão unidas em propósitos como este, a defesa das instituições carece ser propagada, propalada para que mentiras não pareçam verdade”, afirmou Alcolumbre durante o lançamento do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, no Palácio do Planalto.
Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do presidente do STF, Edson Fachin, o senador agradeceu à primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, por impulsionar a agenda. Disse que a iniciativa criou a oportunidade para enfrentar um tema “complexo” e estrutural da sociedade brasileira.
Segundo Alcolumbre, o pacto não pode se limitar à assinatura de um documento. Defendeu endurecimento das leis, atuação integrada das forças de segurança e respostas imediatas do Estado a crimes de violência contra mulheres.
“O compromisso sem ação não transforma a realidade”, afirmou. Para ele, o feminicídio deve ser tratado como problema de Estado, e não apenas de governo.
Alcolumbre disse que o Congresso está preparado para dar respostas duras, ainda que necessárias, e classificou os números da violência como “vergonhosos” para o país.
O senador afirmou que o Legislativo tem papel central na prevenção, ao interromper ciclos de agressão antes que resultem em mortes. Destacou a aprovação de 19 leis no último ano voltadas à proteção das mulheres.
Ao final do discurso, rebateu narrativas sobre supostos conflitos institucionais. Disse que disputas entre os Poderes não correspondem à realidade e alertou para o risco de desinformação.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, deixou o plenário antes do encerramento do discurso de Alcolumbre.
Apesar disso, conforme apurou o Poder360, o clima entre o Executivo e o presidente do Senado, é no geral, positivo, mesmo depois de tantas desavenças no fim do ano passado.
Participaram da cerimônia ministros, parlamentares e autoridades dos três Poderes, entre eles:
- Túlio Gadêlha (deputado federal, Rede-PE);
- Davi Alcolumbre (presidente do Senado, União-AP);
- Andrei Rodrigues (diretor-geral da Polícia Federal);
- Jaques Wagner (senador, PT-BA);
- Jader Barbalho Filho (ministro das Cidades, MDB-PA);
- Esther Dweck (ministra da Gestão e Inovação, PT);
- Jorge Messias (advogado-geral da União, PT);
- Simone Tebet (ministra do Planejamento, MDB);
- Sidônio Palmeira (ministro da Secretaria de Comunicação Social);
- Rui Costa (ministro da Casa Civil, PT);
- Paulo Gonet (procurador-geral da República);
- Anielle Franco (ministra da Igualdade Racial, PT);
- Tarciana Medeiros (presidente do Banco do Brasil);
- Rosângela Lula da Silva, a Janja;
- Randolfe Rodrigues (senador, PT-AP);
- José Guimarães (deputado federal, PT-CE);
- Tereza Leitão (senadora, PT-PE);
- Edson Fachin (ministro do STF);
- Marina Silva (ministra do Meio Ambiente, Rede);
- Gleisi Hoffmann (deputada federal, PT-PR);
- Márcia Lopes (ministra das Mulheres, PT);
- Vinícius de Carvalho (controlador-geral da União).
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