O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, foi sorteado como relator do inquérito que investiga o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Marco Buzzi por assédio sexual. Segundo apuração do Poder360, o ministro é suspeito de tentar assediar uma jovem de 18 anos na praia de Balneário Camboriú, em janeiro de 2026.
Em nota, o gabinete do ministro diz que ele ficou “surpreso com o teor das insinuações” e declarou que o ministro “repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.
Os pais da vítima, que estavam hospedados na casa de Buzzi durante as férias de final de ano, levaram a questão aos ministros do STJ e ao corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques. Na noite de 3ª feira, um grupo de 3 ministras mulheres do STJ levou o caso ao presidente do colegiado, ministro Herman Benjamin, pedindo que fossem tomadas providências.
O inquérito foi encaminhado ao final da tarde desta 4ª feira, e o relator foi sorteado no início da noite. Ainda assim, o Pleno atuou a partir de 3 opções de votação: dar uma licença ao ministro, pedir para ele se afastar ou não determinar nada.
Inicialmente, a expectativa dentro do STJ era de que o presidente da corte se manifestasse publicamente até o final do dia.
A reunião extraordinária foi convocada na tarde desta 4ª feira. Não foi apresentada uma pauta prévia. Antes disso, o caso foi tratado “em reservado” pelos ministros da Corte Especial, formada pelos 15 magistrados mais antigos da Corte, conforme apurado pelo Poder360. A sessão atrasou mais de 50 minutos para começar.
ENTENDA
Segundo apurou o Poder360, 3 ministros do STJ levaram o caso ao presidente da Corte, Herman Benjamin, na 3ª feira (3.fev.2026). Pediram a apuração do caso e a aposentadoria do magistrado. A informação foi publicada pela Veja e confirmada por este jornal digital.
O caso foi levado aos ministros do STJ pelos pais da vítima, que pediram a responsabilização do magistrado. Segundo relatos obtidos por este jornal digital, Buzzi tentou agarrar a jovem durante um banho de mar em Balneário Camboriú, em Santa Catarina.
A família da jovem estava hospedada na casa de Buzzi.
O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, colheu nesta 4ª feira (4.fev) o depoimento da mãe da vítima, acompanhado por um integrante do MPF (Ministério Público Federal), uma delegada da Polícia Federal e seu juiz auxiliar.
Buzzi vai responder disciplinarmente no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e criminalmente no Supremo. É possível também que ele seja acionado no Senado Federal, pois pode sofrer um impeachment.
Uma ala do STJ defende a aposentadoria compulsória do magistrado.
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