A PF (Polícia Federal) iniciou uma investigação formal contra o Grupo Fictor por suspeita de 4 crimes contra o sistema financeiro nacional. O inquérito foi aberto na 4ª feira (4.fev.2026), 2 dias depois de a empresa entrar com um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo. O grupo, que tentou comprar o Banco Master antes da liquidação extrajudicial da instituição fundada por Daniel Vorcaro, declarou dívidas de aproximadamente R$ 4 bilhões.
Os investigadores da PF buscam apurar possíveis práticas de gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira, emissão de títulos sem lastro equiparados a valor mobiliário e operação de instituição financeira sem autorização. A formalização do inquérito se deu depois que a corporação identificou indícios de irregularidades nas atividades da Fictor. As informações são do jornalista Valdo Cruz.
O Grupo Fictor relaciona sua atual crise de liquidez à liquidação do Banco Master. Em comunicado oficial, a empresa declarou: “Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”.
Isso porque a Fictor havia anunciado a compra do Master 1 dia antes de o banco ser liquidado.
O Banco Central classificou o anúncio da negociação entre Master e Fictor como uma “cortina de fumaça” para desviar a atenção da crise enfrentada pelo banco de Vorcaro. Segundo o BC, o Grupo Fictor não teria capacidade financeira para fazer a aquisição e a proposta tinha sido elaborada rapidamente para tentar postergar as ações das autoridades.
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