O embaixador russo em Cuba, Viktor Coronelli, disse à agência de notícias estatal RIA que a Rússia tem fornecido petróleo a Cuba repetidamente nos últimos anos e continuará a fazê-lo. “Nós presumimos que essa prática continuará”, afirmou ele. As informações são da Reuters.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), declarou na última semana que pode “chegar a um acordo” com Cuba, dias depois de ameaçar impor tarifas a qualquer país que forneça petróleo a Cuba. No decreto, afirmou que “o governo de Cuba tomou ações extraordinárias que prejudicam e ameaçam os EUA”, mencionando alianças com Rússia, China, Irã, Hamas e Hezbollah.
Os Estados Unidos tomaram medidas para bloquear a entrada de todo o petróleo em Cuba, incluindo o proveniente da Venezuela, o que elevou os preços dos alimentos e do transporte. Os cubanos enfrentam escassez crônica de energia e apagões frequentes, inclusive na capital, Havana.
A economia de Cuba depende da importação de combustíveis refinados para geração de eletricidade, além de gasolina e querosene de aviação. Sanções dos Estados Unidos e uma crise econômica prolongada dificultam há anos a compra de volumes suficientes no mercado internacional, o que levou Havana a depender de poucos aliados.
O governo do México também cancelou um envio de petróleo para Cuba, decisão confirmada pela presidente Claudia Sheinbaum (Morena, esquerda) em 27 de janeiro. Ao comentar o tema, ela afirmou que a medida foi “soberana” e negou que tenha sido tomada em resposta a pressões dos EUA.
No domingo (1º.fev), a presidente mexicana disse que buscaria enviar petróleo a Cuba por razões humanitárias, “sem buscar confronto”. Afirmou também que a ajuda prevista para a semana seguinte incluiria “outros” produtos.
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